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“Tenho a intenção de unir muito do que aprendi à nossa própria cultura."

Entrevista | Daniel Ricardo de Pinho, Músico


TPP

Daniel Ricardo de Pinho, natural de Espinho, é um músico português talentoso, que estabeleceu residência em Regensburg, na Baviera. Frequentou o curso de Órgão no Conservatório do Porto, licenciou-se em Teoria e Formação Musical em Aveiro e em Música Sacra em Regensburg. Considera-se amante e apaixonado pela ópera italiana dos séculos XVIII e XIX, que tem estudado nos últimos anos. A par dos estudos académicos, dedica-se ao ensino da música e ao estudo da pedagogia, da filosofia e da psicologia. Prestes a terminar o seu mestrado, partilhou connosco o seu percurso rico e que projectos reserva para o futuro.

PT Post Quando e como é que surgiu o teu interesse pela música?


Daniel Ricardo de Pinho Isso obriga-me a retroceder aos meus 4/5 anos de idade, altura em que começamos a ter uma certa visão de que existimos. Eu sempre senti que a música era o que me fazia realmente feliz e sempre quis seguir esta área. Portanto, para mim não é uma profissão, mas sim, muito mais do que isso, uma vocação.


PTP Como é que tomaste a decisão de te especializares em órgão e fazer do órgão o teu instrumento?


DRP Surgiu já um pouco mais tarde, quando tinha 11 anos, aquando do contacto com o órgão nas eucaristias. Esse estilo de música despertou em mim grande curiosidade, o que me catapultou para o estudo da música clássica. Comecei a estudar de forma particular com uma professora e, depois, ingressei no Conservatório do Porto, onde obtive a formação base. Mais tarde, entrei na universidade e licenciei-me em Teoria e Direcção Coral. Como sempre fui uma pessoa que quis evoluir e os meus horizontes eram mais alargados do que apenas estudar em Portugal, decidi preparar-me para fazer provas de admissão em Regensburg, tendo acabado por entrar Escola Superior de Música Sacra e Pedagogia Musical dessa cidade.


PTP Referiste que a paixão pelo órgão veio do contacto com a missa. Foi uma experiência mais na vertente instrumental ou há algo aqui que se prende com a espiritualidade?


DRP As duas coisas. Quando eu era criança, quis sempre ser músico, mas ainda não tinha uma estrutura vocacionada para a música clássica. Quando surgiu o contacto com o órgão, foi aí que realmente despertou em mim essa veia, a par, naturalmente, de uma certa busca espiritual: foi um encontro de uma vocação musical com uma dimensão espiritual.


PTP Tão jovem? Tens memória?


DRP Sim. O mundo da música transmitiu-me logo uma beleza que eu não conseguia encontrar na vida quotidiana.


PTP Continuas a fazer essa associação? É invulgar conhecer jovens da tua idade na música sacra, como foi o teu percurso?


DRP Primeiramente, surgiu o interesse pelo órgão, que sempre esteve muito ligado à música sacra. Foi neste caminho que decidi investir. Isto numa altura em que senti a necessidade de cultivar a dimensão espiritual, ou seja, eu precisava de encontrar uma certa paz, um mundo de transcendência só alcançado pelo poder da música. Considero que este percurso na música sacra foi muito importante, pois me formou e me deu as bases para progredir musicalmente.


A música sacra foi importante para mim e ainda o é, em parte, claro que sim. Contudo, nós vamos evoluindo e outros horizontes assumem maior relevância. Por esse motivo, enveredei no mestrado na área de Teoria Musical e Composição: com maior incidência na área pedagógica e ensino da música. Esta decisão surgiu por ter considerado que a minha vocação para a música era muito mais abrangente do que apenas música sacra. Eu sou sedento de conhecimento e sinto que consigo realizar-me e progredir mais efectivamente estando a estudar e trabalhar em áreas que não se circunscrevem apenas à música sacra.


O meu lado metódico, disciplinado, focado… são herança do meu percurso na música sacra, contudo possuo também um lado mais exuberante, no que respeita à representação e interpretação da música. Este lado provém da paixão, iniciada aos 18 anos, pela ópera e canto lírico. O canto tem assumido, deste então, uma grande preponderância e enfoque da minha vida e estudos, a par do trabalho enquanto organista e professor da Escola Superior.


PTP E tu próprio cantas?


DRP Sim, já o fazia. É interessante, porque o canto não foi uma descoberta nova. Esta paixão/amor surgiu desde tenra idade. Posso confessar que o meu interesse pela música nasceu pelo canto. Eu sempre cantei quando era criança. Depois veio aquela fase, nos meus 11 anos, em que o órgão despoletou interesse, pois nessa época também cantava nos coros das igrejas da minha cidade, em Espinho.


A partir do momento em que eu tive contacto com o canto lírico, a minha visão e interesses modificaram-se: comecei a estudar canto e todo esse mundo assumiu maior relevância do que o órgão como instrumento.

A minha base e conhecimentos musicais é teórica e instrumental, mas é no canto onde eu consigo ser um músico a 100%. Isto acontece, pois, no cantar sinto a música mais intensivamente, é algo que provém do meu âmago da minha alma enquanto ser humano. Isto é fantástico pois me desafia a interpretar e a sentir a música de uma forma muito mais expressiva e, claro está, essa entrega sente-se pelo público.


A música sacra e o órgão exigem, por outro lado, pela sua natureza e função, maior contenção que, neste momento não se coadunam com o percurso que pretendo traçar. Outra razão prende-se com uma certa incompatibilidade e crise que a igreja católica atravessa e se reflecte na profissão de músico sacro e tudo o que issoo exige.


PTP Atravessa uma crise? Que crise é essa: donde surge e como poderia mudar?


DRP Ora bem, a música sacra está um pouco em crise: existem menos jovens que se interessem por este estilo de música (pela sua exigência e entrega pessoal); é como se fosse um sacerdócio musical, onde por vezes a vida pessoal se torna muito restrita, onde é difícil separar a parte profissional da pessoal.


A crise que refiro resulta do facto de haver menos interessados em estudar música sacra e pela sua ligação restrita à igreja. O conhecimento actualmente é muito abrangente e isso reflecte-se também na fé das pessoas; muitos encontram a fé ou crença noutras religiões ou noutras filosofias, o que tem levado a um decréscimo muito acentuado de vocações. E, também, porque a própria Igreja, não digo aqui na Alemanha, que foi sempre um país de grande tradição musical e de formação, mas sim, nomeadamente, em Portugal, não apoia, salvo algumas excepções, a formação ou cuidado com música sacra/litúrgica de qualidade. Na minha opinião, esse exemplo e promoção da música de qualidade deveria ser organizado e regulamentado pelos quadros e instituições de topo na igreja, algo que não acontece; a música ainda é considerada como adorno e não como fundamental, não como o instrumento activo nas liturgias que deveria ser. Claro que isso é desmotivante, porque se nós estudamos tantos anos para sermos músicos profissionais, seria justo sermos reconhecidos e estimados como agentes importantes no meio da celebração litúrgica.


PTP Referiste que o órgão surgiu com as idas à missa. A fé continua presente e é um elemento importante na tua vida?


DRP É. Contudo, eu separo aquilo que é fé e espiritualidade com aquilo que é a Igreja, São coisas completamente diferentes para mim.


PTP Queres desenvolver?


DRP Ora bem, eu acho que tenho uma fé e uma espiritualidade que são uma ligação muito própria, uma ligação minha com algo que é divino. E isso não significa estar ligado a uma igreja em específico.


PTP Mas há uma corporização em Deus?


DRP Obviamente! Eu fui educado nos princípios da Igreja católica. Contudo, a busca pela filosofia e por outras áreas do conhecimento abriram-me horizontes para outras realidades e busca interior. Basicamente, eu procuro uma espiritualidade, pois é fundamental para o meu equilíbrio, sem que isto pressuponha estar ligado a uma igreja em específico. Com o passar dos anos deixei de comungar com muitos princípios da Igreja Católica. Não estou contra ela, mas tenho um pensamento crítico, fundamentado num conhecimento e experiências directos de como a Igreja funciona no seu interior.


PTP Podes ilustrar?


DRP Eu acho que a Igreja não tem feito uma reflexão e uma mudança respeitante a muitos dos seus princípios, que considero estarem actualmente desactualizados.


PTP Estamos a falar de contracepção, sacerdócio das mulheres, sexualidade?...


DRP Existem muitas questões que eu poderia nomear, cito um exemplo/fundamento muito basilar: o amor ao próximo! Na minha opinião a Igreja deve acolher todos e isso durante muitos séculos e a ainda hoje não se verifica.


Eu rejo-me por um princípio muito básico: ser justo e correcto - “não fazer aos outros o que não quero receber”. Quando alguém procura a Igreja, procura por diversas razões, mas, basicamente, procura essa ligação com Deus, ou seja, busca esse amor que é algo transcendente. Ora bem, se a própria Igreja propaga supostamente esse amor, esse acolhimento, mas se discrimina e não acolhe todos mediante, vamos dizer assim, a essência de cada um, não podemos considerar que a Igreja cumpre exemplarmente a sua função agregadora.


PTP Fizeste provas para vir para Regensburg. Porquê esta cidade, foi o único destino que procuraste?


DRP Foi mesmo o único, ou seja, foram as únicas provas que eu fiz. Na altura decidi por Regensburg, porque eu tinha um colega que já estava cá estudar, um outro português também vindo do Conservatório do Porto. Apostei apenas nesta Escola Superior, fiz as provas e correu tudo bem.


PTP Conta-me sobre Regensburg e a Alemanha, também sob o teu ponto de vista pessoal.


DRP Eu gosto muito da cidade. Vim para cá em 2013, e, obviamente, foi uma mudança muito grande. Vim de Espinho para outro país, outra cultura, outros hábitos etc. No primeiro ano foi muito desafiante. Apesar de ter estudado dois anos de alemão antes da mudança, quando cheguei a Regensburg, verifiquei que o alemão que possuía ainda era muito incipiente para ter um diálogo e uma conversa profundos. Estudar no ensino superior exige naturalmente um domínio muito aprofundado da língua, uma vez que é necessário comunicar com as pessoas em conteúdos e matérias que não se cingem ao básico, como por exemplo a transmissão de certos conceitos e emoções inerentes ao estudo das obras musicais. Eu estudei totalmente integrado com outros colegas alemães, o que pressupõe um discurso fluente e de nível elevado.

PTP Como é que se deu o salto para o nível de alemão que desejavas?


DRP Eu continuei a estudar com uma professora austríaca com quem tinha aprendido alemão em Portugal. Foi muito importante ter aulas com alguém que seja realmente nativo. Ela deu-me as bases e mesmo eu estando aqui na escola, continuei sempre a ter aulas com ela via Skype.


Eu sou muito obstinado. Quando tomo uma decisão, levo tudo muito a sério. Relativamente à língua não foi excepção. Evoluí muito na aprendizagem da língua alemã fruto do contacto diário com os colegas e professores: vivi residência universitária, onde estava sempre a ouvir alemão todos os dias – foi um processo progressivo e muito desafiante. Após um ano, já podia dizer que pensava em alemão e que, mesmo não tendo o discurso que tenho hoje, já me conseguia expressar de uma forma clara e correta.


PTP Voltando ao canto lírico e a tua paixão particular pelos séculos XVIII e XIX italianos: o que é especial para ti?


DRP A música sacra é uma música que está vocacionada para o louvor de Deus, aproximando assim o crente ao sagrado. Por sua vez, o canto lírico é um pouco diferente, lida com emoções da alma humana, para se doar ao público. É um tipo de música completamente distinta, que exige mais entrega pessoal do músico em termos de emoção, representação, interpretação…. Fascina-me a transmissão de mensagens e emoções através da voz. O poder que uma voz pode atingir na expressão musical é deveras surpreendente. A Ópera une muitas artes. E isso é exigente para o cantor: é necessário formar o seu instrumento, com a técnica própria para aceder ao seu repertório; é necessário representar e conhecer tudo o que diz respeito à personagem que se vai interpretar; é necessário atingir um equilíbrio entre técnica e emoção; e por último, mas não menos importante, é necessário chegar ao coração das pessoas com arte, emocionar, transmitir beleza e tornar especial aquilo que o compositor escreveu.


Tudo isto é um pouco diferente, por exemplo, do meu trabalho como organista. Como organista, expresso-me pelos dedos, como cantor pela voz. A voz é o nosso próprio instrumento, é algo que vem muito mais de dentro, por isso é é tão susceptível de sofrer pequenas modificações mediante o nosso estado de espírito.


PTP Considerando o teu envolvimento com a Alemanha e estando na Baviera, porque é que não seguiste uma linha Wagneriana e acabaste mais em contacto com Itália?


DRP Porque eu sempre me identifiquei mais com Itália e com a música do Belcanto, ou seja, Bellini, Donizetti, Rossini, e mais tarde com Verdi, Puccini, Mascagni. Estes são aqueles compositores dos quais, em termos vocais e de emoção, eu mais me aproximo e mais me identifico.


Não me aproximei da escola wagneriana, pois a sua estética e concepção musical e vocal são muito diferentes da escola italiana. A forma de expressão musical alemã e italiana sempre foram muito diferentes, por vezes até antagónica, apesar de haver pontos em comum pelos conhecimentos propagados mutuamente na Europa.


PTP Quererás elaborar?


DRP Também existe muita coisa que eu gosto da ópera alemã, mas esta não me transmite a emoção e me cativa como a ópera italiana. Porventura, este gosto pessoal prende-se com o facto de eu ser português, em que Itália e Portugal são países mais próximos em termos de cultura.


PTP Na expressão da emoção?

DRP A expressão é muito mais similar. Eu identifico-me muito com a cultura alemã pela minha forma de ser, nomeadamente no que toca a organização. Mas a forma de expressar música é mais próxima dos italianos pela sua sensibilidade e explosão emotiva.


PTP Tens alguma ópera predilecta?


DRP Ora bem, eu gosto muito de muitas óperas. É sempre difícil nomear alguma, porque cada compositor, cada estilo tem as suas particularidades muito próprias. Gosto muito de uma de uma ópera que é muito curta, mas muito bonita – Cavalleria Rusticana de Mascagni, compositor italiano do Verismo. Também gosto muito de Puccini, nomeadamente a Turandot. Mas depois temos Verdi que possui óperas fantásticas como Um Baile de Máscaras, Otello, Aida...


PTP Referes ter interesse e envolvimento na área pedagógica, filosófica e na própria psicologia. O que é que andas a experimentar nestas áreas, é um hobby ou queres incorporar na tua carreira profissional?


DRP Para ser músico, não basta apenas ter uma boa formação e ser um grande músico, um grande intérprete. Considero que antes de ser músico, sou um ser humano e este está constantemente em desenvolvimento. O meu interesse por estas áreas começou na adolescência, como necessidade e busca de me formar e crescer interiormente: o gosto pela filosofia e a psicologia como base para atingir um certo equilíbrio e, assim, tornar-me uma pessoa mais feliz e equilibrada; o gosto pela pedagogia como forma de estruturar o estudo e proveniente da actividade lectiva que sempre exerci, desde os 18 anos, com alunos particulares. Tudo isto foi fundamental para o meu desenvolvimento, quer seja profissional, académico ou pessoal.Visto que eu lido com emoções, com arte, considero deveras importante que o músico também seja conhecedor de muitas outras áreas do conhecimento para melhor expressar e fundamentar as suas opiniões.


Tudo o que fui absorvendo, proveniente destas áreas ao longo dos tempos, foi de extrema importância para a minha formação, bem como para a minha actividade como professor. Eu considero que formar alguém, exige não só competência técnica, mas também a transmissão de experiências, ligadas à própria vida, que muito enriquecem os alunos na obtenção de uma visão e pensamento crítico muito mais alargado e fundamentado. A Filosofia, Psicologia e Pedagogia não são alheadas da experiência humana, bem como da música e dos princípios e os problemas de uma certa época, daí a sua importância. Ter essa bagagem é importante enquanto ser humano, porque eu não sou apenas músico, sou um ser atento a todas as dimensões da vida humana.


PTP Dizes teres muitos projectos para o futuro. Queres partilhar alguns?


DRP Ora bem, eu sou um ser sempre com muitos projectos e muitas ideias a desenvolver. Assim, neste momento, é terminar o meu mestrado. Depois, penso fazer um doutoramento e penso fazê-lo noutra área, quero mudar um pouco: considero necessário agora ir beber do conhecimento a outras correntes e outros países. Estou a ponderar também fazer um doutoramento na Áustria, o que também é bom porque, vivendo em Regensburg, não fica assim tão distante.


PTP Regensburg é para a vida?


DRP Eu gosto muito de viver lá. Não digo que seja para sempre, porque eu acho que a minha vida, com a evolução e concretização dos meus projectos, vai expandir-se para outros meios.


PTP E projectos para além do doutoramento?


DRP Tenho o projecto de compor mais e de publicar obras, assim como transmitir, ensinando, o conhecimento adquirido na Alemanha aos Portugueses.


Tenho a intenção de unir muito do que aprendi à nossa própria cultura, que tem uma literatura riquíssima e que poderia ser musicada e expandida para o mundo.


PTP Como é a tua relação com Portugal?


DRP É muito boa. Eu sou muito orgulhoso de ser português. No que eu puder fazer para levar o que melhor possuo para enriquecer o nosso meio em Portugal, vou fazê-lo – esse é também um objetivo. Mas não me vejo nesta fase, ou num futuro próximo, a regressar a Portugal definitivamente.


PTP E do ponto de vista afectivo?


DRP Sou orgulhosamente português, tenho muito orgulho na nossa cultura, na nossa língua, na nossa génese. Identifico-me muito com a cultura alemã, mas não deixo, de forma alguma, as minhas raízes. Tenho uma ligação muito forte à minha família e aos meus amigos, sendo que grande parte deles vivem em Portugal.


Apesar de ter saudades, claramente o meu futuro e progressão profissional desenvolve-se na Alemanha. Já construí um certo caminho a que irei dar progressão, contudo sempre mantendo um contacto muito directo e íntimo com o nosso país.


PTP Aconselhas a Alemanha aos músicos portugueses para desenvolver a sua carreira?


DRP Sim. Contudo, é preciso perceber em que área, porque a Alemanha é um país que, em termos de formação musical, é muito boa, tem diversas escolas, diversas correntes. Mas é necessário perceber que tipo de instrumento. Para se estudar nomeadamente órgão ou instrumentos de corda, existem cá muitas escolas e universidades muito competentes. No caso do canto, eu já aconselharia Itália ou Espanha, se a vertente for ópera, pois os princípios e estado do ensino do canto na Alemanha são mais vocacionado para a Oratória e Lied.


PTP Consideras-te bem-sucedido? Qual a tua receita para o sucesso?


DRP Sim. Acho que a receita para o sucesso é a perseverança, ser-se focado, trabalhar muito, ter visão, ter método e ter sede de vencer, porque não é fácil, ainda mais para um estrangeiro que vá para outro país, com tudo o que isso envolve. É necessário lutar muito e é necessário ter muito amor, porque se não amamos aquilo que fazemos, não teríamos a força necessária para concretizar, a longo prazo, tudo a que nos propusemos.


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