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Queremos mostrar o talento português e ter a capacidade de unir e alavancar a comunidade portuguesa

Atualizado: 17 de Dez de 2020

Entrevista | Viviana Silva, dirigente da ASPPA - Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha


O PT Post conversou com Viviana Silva, presidente eleita da ASPPA para o biénio 2021-22, com uma equipa que se propõe ser mais eficiente e eficaz, ambicionando chegar a mais pessoas e unir os diferentes portugueses e coletividades portuguesas na Alemanha.



TPP


PT Post Qual entendes ser a missão da ASPPA?


Viviana Silva A missão da ASPPA está a ser reformulada, a nova equipa definiu uma nova missão, que é ‘empoderar a diáspora portuguesa na Alemanha’. Antigamente era na linha de ‘defender os interesses dos pós-graduados portugueses na Alemanha’ e essa pode ter sido a ideia original, por algum motivo específico, mas, neste momento, não é esse o sentimento desta equipa. A minha equipa foi formada com uma outra mentalidade, com um outro propósito e, apesar de sermos um grupo de pós-graduados, o que queremos mostrar é todo o talento português, e que temos a capacidade de unir e alavancar toda a comunidade portuguesa neste país e, dessa forma, aumentar a nossa notoriedade na Alemanha.

PTP Como é que entendes esse empoderamento, no que é se traduz e como é que se constrói?


VS Inicialmente vamos tentar unir-nos. O nosso grande problema é não sermos assim tantos portugueses na Alemanha para ter uma massa crítica e, por outro lado, estarmos muito divididos. A primeira parte deste empoderamento será unir-nos, porque a união faz a força. Vai ser feito estimulando contactos com as várias associações existentes, para partilhar as necessidades da comunidade, para definir como nos unirmos e perceber quais as diferentes áreas de atuação de cada associação – a ASPPA não tem capacidade para atuar em todos os domínios. Quereremos criar pontos de contacto e sinergias com outras associações, esse é o primeiro passo. Depois, vamos tentar ajudar a nossa rede através de programas de mentoring (orientação) para as pessoas, por exemplo estudantes que estejam a desenvolver-se e queiram algumas dicas de como arranjar um emprego. Estamos a falar, neste momento, essencialmente de pessoas qualificadas, porque é essa a nossa rede. Para as outras pessoas, podemos tentar, de futuro, ver que necessidades existem e, por exemplo, apoiarmos no desenvolvimento profissional, na aprendizagem contínua para a vida – as pessoas poderão querer ter pequenas formações e poderemos procurar ajudar na orientação. Queremos criar conteúdos, a ASPPA planeia trazer vários conteúdos para a comunidade, fazer convergir conteúdos e divulgação de eventos não só da ASPPA, como das outras instituições, conteúdos esses que vão ser dirigidos aos interesses individuais dos associados, para não os aborrecer nem sobrecarregar com informação desnecessária.


Temos muitas ideias – de boas ideias está o mundo cheio, o problema é ter a capacidade de começar a implementar e de sensibilizar a comunidade portuguesa. Eu acho que a ASPPA tem o problema de ser vista como elitista, vamos ter de fazer trabalho de campo, assim que for possível, para tentar desmistificar esta ideia, esta bipolarização entre pós-graduados/académicos e não académicos. O mundo está atualmente bipolarizado, é preto ou branco, isto ou aquilo, e não é assim! – nós temos uma palete de cinzentos e outras cores bonitas pelo meio. No fundo, as pessoas deverão unir-se mesmo nas suas diferenças e aprenderem como podem ser mais e melhores juntas. No fundo é essa a nossa missão.

PTP Como surgiu esta reorientação, qual foi a motivação?


VS Esse já era o meu posicionamento e o da direção ainda em funções. Claro que não se faz tudo de um dia para o outro. Já havia essa discussão, sobre qual é o nosso objectivo, mas nunca foi materializada. Apesar de ser doutorada não me identificava com o statement da ASPPA, não preciso que defendam os meus interesses, felizmente tenho as capacidades para o fazer. Acho que outros colegas também não se identificavam com isso. Se a camada que era o público-alvo não se identificava com a missão, tínhamos de a redefinir e penso que há necessidades noutros domínios.


PTP Como se gere uma associação com presença nacional? É desafiante? Que projectos têm para o futuro?


VS É desafiante, esse vai ser o nosso primeiro desafio, especialmente o meu e o desta direção, vamos tentar ir ao encontro das comunidades quando for possível, tentar ativá-las. À distância é possível fazê-lo se as pessoas já tiverem a necessidade e andarem à procura, ou se já conhecerem e passarem a palavra. No que respeita a isso, temos os meios e competências digitais para o fazer, mas há um trabalho que tem de ser de ativar localmente e, depois, articular globalmente.


No que respeita a projectos temos, agora, um plano de digitalização da ASPPA, liderado por mim e pelo Flávio Ramos, que vai servir, nesta primeira fase em que estamos em lockdown, para nos operacionalizarmos. Com este programa vamos implementar algumas ferramentas digitais na ASPPA, que poderão, depois, chegar a outras associações que se interessarem. Este plano vai ter uma dimensão interna e uma dimensão externa. Na dimensão interna, a digitalização permitirá tornar todos os processos mais eficientes, rápidos e dinâmicos, reduzindo bastante o trabalho manual, dando mais tempo para o foco essencial da ASPPA que são os seus associados.


A ASPPA pretende digitalizar os seus processos internos e operacionais, bem como formar os seus dirigentes nos métodos e técnicas que melhor permitam atingir o objectivo de aumentar a visibilidade da ASPPA e os benefícios para os seus associados. Na dimensão externa, o marketing digital permitirá à ASPPA realizar o seu objectivo de divulgação e de aumentar os benefícios para os associados, visto que lhes poderá chegar de forma mais rápida e efetiva utilizando os novos canais digitais, permitindo-lhes também interagir de forma mais dinâmica e simples com a associação.


Pretendemos também estrear vários novos projectos, não descurando o nosso projeto-âncora, o Portal. O Portal existirá sempre e para o ano dedicar-se-á ao tema ‘Comunidade e Associativismo na Era Digital’. Vamos convidar as várias associações de portugueses na Alemanha para debater como é que o capital intelectual de Portugal presente na sua comunidade na Alemanha poderá empoderar um novo associativismo numa era digital e cimentar pontes de diálogo entre o valor intelectual e a expertise da nossa comunidade.


Entre os novos projetos, contam-se o ‘Roadtrip de Empreendedorismo’ e ‘Pensar Sustentabilidade’. O primeiro está a ser desenvolvido pelo Pedro Ferreira, e traduzir-se-á em quatro edições, que ocorrerão seguramente como eventos virtuais, e também presenciais, se for possível, dedicadas às comunidades empreendedoras em quatro cidades: Frankfurt, Berlim, Hamburgo e Munique. Serão um palco para o pitch (apresentação) de várias start-ups que contem com fundadores ou empreendedores portugueses, dando-lhes voz. Convidaremos também pessoas e entidades que estejam em Portugal, como sejam incubadoras, business angels e investidores, outros fundadores que queiram vir para o mercado alemão. O segundo projeto, liderado pelo Rodolfo Silveira, vai ter como itinerário principal as 17 metas globais estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas. A promoção de cada duas a 3 metas globais será realizada por um único evento singular, ou seja, irão ser delineados 8 eventos em modo virtual, com o intuito não só de contribuir para o esclarecimento e implementação de novos modelos de negócio, mas também de redigir e publicar um “relatório branco”, referenciado à comunidade lusófona, que sirva os propósitos e informe o modo sustentável de enfrentar este desafio global.


Iremos ainda arrancar com um projeto que estava planeado para este ano, não tendo tido lugar face à pandemia Covid-19. Trata-se do projeto de diplomacia científica, ‘Astrolábio 360°’, e para isso esperamos que a Fundação para a Ciência e Tecnologia aprove o financiamento para 2021. Continuaremos ainda com os projetos regulares. O ‘Mini-Aspas’ vai continuar, com quatro sessões agora em versão digital de leitura de livros infantis para chegar a mais crianças, que será conjugado com o projeto ‘Native Scientist’ - educação para a ciência.


Vamos continuar também com o programa de mentoring Alma Lusa – já funcionou remotamente, eu até já tive a minha primeira mentee e correu muito bem: ela conseguiu um novo emprego, está toda contente. É essa a nossa missão, criar uma rede para poder ajudar jovens, e não só – quem precisar de ajuda, é elegível. O próximo ano vai contar com uma nova componente de divulgação nos social media, com a participação da Marisa Fernandes, que quer dar voz a todos os portugueses na Alemanha, e que, assim vai dar mais força a este propósito. Vamos tentar fazer pequenos podcasts em que vamos entrevistar, sucintamente, entre 5 a 10 minutos, portugueses na Alemanha e que será uma oportunidade para se darem a conhecer. Queremos ter pessoas de vários campos, porque quando se fala de portugueses no âmbito do associativismo português pensa-se essencialmente no campo da cultura e há muitos portugueses que acabam excluídos – cientistas, engenheiros, médicos, economistas, entre outros. Há muitos outros portugueses para além de artistas ou empresários de sucesso que contribuem para o bom nome de Portugal na Alemanha e que são pessoas interessantes com um pedaço de história para partilhar.



PTP Em conversas que mantivemos, sempre mostraste um grande interesse na profissionalização da gestão das associações. Elabora porque é que entendes ser tão importante e que medidas pretendes adotar com vista a alcançar esse objectivo.



VS Eu trabalho numa empresa, tenho uma visão diferente de como é que a parte estratégica deve ser encaminhada. Cruzei-me há um tempo com uma matriz interessante que me ajudou a pensar o futuro das associações. Essa matriz dividia empresas e associações, expondo as melhores e piores qualidades de cada: considera-se positivo as empresas destinarem-se a ter lucro, a ter prosperidade, a crescer; nas associações considera-se positivo a paixão, o amor e a dedicação a uma causa; as piores qualidades eram vistas como sendo, nas empresas, a avareza, e, nas associações a complacência, não haver responsabilidade – todos querem muito, todos têm muito boas intenções mas, depois, não se alcança muito. A associação de futuro tem de reunir as qualidades de ambas, temos de ter objetivos de crescimento aliados a uma causa. Para que tal se consiga é preciso, em primeiro lugar, que haja sempre alguém que queira dar um pouco, de se esforçar, não é ao contrário: primeiro temos de dar à comunidade e de futuro é que vamos colher e receber em forma de participação e envolvimento nas nossas atividades. Penso ter conseguido juntar pessoas com esse espírito, são todas pessoas que trabalham e que têm famílias e que contribuem para a ASPPA enquanto voluntários, o que significa que ninguém é obrigado a dar nada. Hoje pode-se não conseguir dar algo ou tanto quanto se quereria, mas de futuro poderá, e vice-versa: temos de ser flexíveis e não criticar, nós não temos nada para poder exigir aos nossos voluntários, apenas apoiá-los e motivá-los.


A minha visão, vertida num mapa estratégico, considera quatro perspetivas: (i) processos internos, (ii) associados, (iii) financiamento e (iv) capacitação e aprendizagem.


Primeiro, para tentar dar este pontapé de saída para a ASPPA é pôr isto a funcionar, garantir que os processos internos sejam mais fáceis, que as ferramentas sejam postas em prática, para aliviar os voluntários da carga trabalho adicional relacionado com burocracia e funcionamento interno. Espero poder ter um projeto e contratar alguém a tempo parcial que nos implemente os processos, porque se formos nós, é impossível, não temos tempo.


Depois, na perspetiva dos associados, é preciso chegarmos à comunidade, esse é o outro desafio, como criar valor para o sócio e aumentar o impacto na comunidade. Vai passar pelas tecnologias digitais e estarmos presentes através das comunidades. Queremos que a ASPPA ofereça conteúdos, formação e eventos e que tenha vários canais de interação com os associados. Há duas megatendências no nosso mundo e as empresas tentam segui-las e adaptar, assim como as associações o deverão também fazer. Uma é o individualismo, é nós termos ofertas específicas para o nosso associado, a outra é a conectividade através da digitalização. Neste aspeto temos que considerar outra megatendência que é a silver generation: como é que podemos chegar a essa população mais sénior, porque muitos não têm as competências, ou a vontade ou capacidade de se formarem sozinhos.


De extrema relevância para a sustentabilidade de uma associação é sua capacidade de financiamento. Os nossos objetivos têm de passar por crescer, vamos ter de ter uma massa activa de sócios, porque atualmente nós só temos simpatizantes, considerá-los sócio ativos é um bocadinho exagerado. Temos de ter uma massa activa de sócios, que pague uma quota. Mesmo que seja pouco, seria uma base: tivéssemos cem sócios a pagar 15 euros, seriam 1.500 euros de receita, não é que seja muito, mas já daria para alguma coisa. Só vamos crescer se o número de sócios pagantes aumentar, esse é um indicador. Para crescermos, uma coisa muito importante é não nos cingirmos só a portugueses. Vamos traduzir a página web para alemão, queremos apelar a alemães com interesse na cultura portuguesa, assim como brasileiros e outros: vamos tentar dinamizar a ASPPA também por via de outras comunidades com interesse em Portugal e na língua portuguesa.


Outros indicadores de crescimento respeitarão a receitas que poderemos considerar no futuro. Neste momento, por exemplo, o mercado está sobrecarregado de webinars, talvez pudéssemos vir a ter alguns pagos. O que estamos a fazer no momento é ter uma receita enquanto donativo e a comunidade portuguesa não é muito conhecida por fazer doações como outras… alemães, americanos, franceses contribuem logo com 5 a 10 euros em qualquer encontro em que participem. Depois, poderemos considerar também como monetizar o nosso site, criando um espaço para publicidade ou aliciando as empresas a dar descontos aos nossos sócios.

Finalmente, considerando a perspetiva de capacitação e aprendizagem, gostaria também de referir, que a profissionalização passa também por formar os nossos dirigentes e voluntários. É importante mencionar, que a ASPPA não vai ser feita só dirigentes associativos, contará também com muitos colaboradores ativos, desejosos de cooperar sem integrarem o corpo dirigente. Querem cooperar em vários domínios e têm várias ideias, temos de lhes dar espaço para colaborarem. Como? Tem de se dar uma espécie de ownership, responsabilidade, e dar espaço e condições para os colaboradores porem em prática as suas ideias. Novamente, para isso é também preciso pensar nos processos internos, como o podemos fazer atendendo à lei de proteção de dados e protegendo as responsabilidades da direção.


Um outro ponto que também nos é caro é o envolvimento das gerações mais novas, que é também um problema.


PTP É comummente assumido que as gerações mais novas não se interessam pelo movimento associativo. Que experiência tens? Como se apela aos mais jovens para se envolverem?


VS Não acredito que as gerações mais novas não se interessem, têm as suas ‘comunidades’, não lhes chamam associações, há aí, talvez, um problema de vocabulário. Vêem-se muitos jovens ativos em comunidades virtuais, porque estas têm um propósito específico que lhes é relevante. Há muitos meetups, comunidades locais em que pessoas com interesses específicos se encontram: as pessoas procuram, num dado momento da vida, as temáticas que as preocupa ou que as move.


As associações têm de ser capazes de mostrar esse propósito de ir ao encontro das necessidades da comunidade mais jovem. Como trazê-las para cá? Acho que é importante considerar-se isso. Por exemplo, nos filmes americanos, acho que na Alemanha não é igual, vê-se que os jovens ganham créditos por fazer voluntariado, que são importantes para entrar na universidade, onde é necessário que demonstrem ter estado envolvidos com a comunidade. Isto é cultural e acho que é uma coisa que temos de passar aos nossos filhos, amigos, familiares, esta cultura do envolvimento e voluntariado. À parte disso, o que é que pode uma associação oferecer aos jovens? Primeiro, podem aprender com outros profissionais, como funciona o mercado do trabalho, desenvolver certas competências, ter responsabilidades, ter visibilidade, terem uma voz na sociedade. Isso é uma parte, podem ganhar experiência antes de ir para uma empresa, para o mundo real. Podem ter pequenos assignments (tarefas) pelos quais são responsáveis e que os obriga a aprender a trabalhar e a desenvolver competências. Para o trabalho de futuro não são só importantes as competências técnicas, que se estudam, é também necessário outro conjunto de competências que um jovem pode pôr em prática numa associação sem se arriscar a ser julgado como numa empresa. Pode aprender a fazer apresentações, ter disciplina de trabalho, saber comunicar. Tenho muitos colegas que incluem a experiência que tiveram em associações no seu portefólio. Vários colegas internacionais, quando se mudam para a Alemanha, juntam-se a uma associação que encontram e fazem alguma coisa para ela. Por exemplo, tenho uma colega numa outra associação da qual sou sócia, que veio para cá, não falava alemão e tinha competências em marketing: ofereceu-se para fazer a campanha de marketing digital da associação, colocou isso no seu portefólio, foi à SAP e arranjou emprego. Mostrar proatividade é valorizado pelas empresas. Os jovens podem aprender a desenvolverem-se nas associações como complemento aos seus cursos técnicos.


Uma outra questão para a qual não estava sensibilizada e que foi levantada pelo membro mais novo da nossa direção, Nélson Pinto, prende-se como como chegar à geração de portugueses que cresceu na Alemanha e não fala português tão bem como falantes nativos. Por outro lado, são vários os portugueses, como eu, que chegam à Alemanha e não falam bem alemão. Há aqui um gap, temos de quebrar estas barreiras, que geram o problema sobre que língua usar na comunicação. Teremos de quebrar estas barreiras e promover, talvez, algo como uma Stammtisch Deutsch-Portugiesisch, em que os portugueses que venham de novo e queiram aprender o alemão se juntem com portugueses que nasceram cá e falem bem o alemão, e estes que falam pouco português se juntem e melhorem o seu português. É uma ideia-piloto a testar se houver interesse e se juntar um grupo de pessoas suficiente para isso. Estes jovens portugueses que cresceram cá provavelmente não se sentem à vontade para participar em eventos em língua portuguesa, como os que a ASPPA oferece. Vamos tentar ver como trazer essas pessoas. Uma das coisas passa por ter a nossa página web em alemão, para podermos divulgar também conteúdos em alemão. Seria importante envolver estes jovens, que têm a vantagem de serem alemães e ter uma herança portuguesa que lhes permite usufruir da nossa rede. E, com isso, cria-se também uma oportunidade para poderem fazer o seu lobby, à semelhança de outras comunidades.



Quem é a nova Direção da ASPPA


Viviana Silva,

natural de Viana do Castelo, doutorou-se em Engenharia Química, e reside na Renânia-Palatinato desde 2012. Antiga desportista de competição de judo e remo, tem mais de 15 anos de experiência a impulsionar a inovação através de diferentes culturas de trabalho: na academia como professora no IPB e líder de investigação na FEUP; líder de grupo numa start-up, a Fluidinova; desde 2012 na BASF, atualmente como especialista em sustentabilidade corporativa. É mentora de jovens profissionais, embaixadora dos Alumni da FEUP na Alemanha e dirigente da ASPPA desde Janeiro de 2019


Motivação / visão para a ASPPA: unir e apoiar a comunidade portuguesa; inovar e incentivar o associativismo português; reforçar a notoriedade portuguesa na Alemanha.

Rodolfo Silveira,

natural de Lisboa. Há 7 Anos em Munique. Licenciado em Cinema, Vídeo e Comunicação Multimédia, tem uma vasta experiência profissional em várias áreas da tecnologia e práticas cinematográficas para cinema. Desde 2017 trabalha na Universidade de Televisão e Cinema de Munique (HFF) onde é atualmente Professor Assistente. Encontra-se a fazer um doutoramento em Artes dos Média. Gosta de escalada e de jogging.


Motivação e visão para a ASPPA: rejuvenescer a interação social através de ferramentas digitais procurando convergências de interesse, no intuito de estimular e edificar novos modelos associativismo na diáspora lusófona residente na Alemanha.


Flávio Ramos,

32 anos, natural de Benedita - Alcobaça, vive em Lübeck, no Norte da Alemanha. É consultor financeiro e de tecnologia.


Motivação / visão para a ASPPA: ajudar na transformação tecnológica e na digitalização da associação, para que esta possa chegar a mais portugueses e reforce o seu papel dinamizador da diáspora na Alemanha.



Marisa Fernandes,

natural de Oliveira de Frades, reside na Alemanha desde 2011, atualmente em Solingen, é mestrada em Ciências da Comunicação e da Cultura.

É jornalista profissional desde 2006 e CEO da empresa de conteúdos audiovisuais

“Cloppenburg & Fernandes. Trabalha como jornalista, produtora e editora para o programa “Hora dos Portugueses” da RTP Internacional, desde 2015.

Motivação / visão para a ASPPA:

“dar a voz a todos os portugueses na Alemanha”


Pedro Ferreira,

35 anos, casado com 4 Filhos, a viver em Frankfurt, é um empreendedor em série, apaixonado por inovação, tecnologias exponenciais e formas de impactar positivamente o mundo. Estudou Gestão e Marketing no ISCTE e trabalhou em cidades como Lisboa, Madrid, Paris ou Frankfurt, sempre com startups e scaleups. Está há 10 anos radicado na Alemanha, onde é CMO & Founder da Xperience Plus, bem como um dos principais impulsionadores de plataformas como Founder Institutes, Singularity University e Startup Digest em Frankfurt.


Motivação / visão para a ASPPA: Reforçar sinergias e oportunidades de negócios entre os dois países. Acredito que existe muito potencial por explorar, sobretudo na área das startups.


Nélson Pereira Pinto,

é de Lamego e é o elemento mais novo desta equipa. Está atualmente a fazer o doutoramento na University of Cologne, Department of Iberian and Latin American History.


Motivação / visão para a ASPPA: quer ajudar a nova geração de Portugueses, que nasceram e estudam na Alemanha, a manter um vínculo com Portugal, bem como ser um tutor durante o seu percurso académico.


Sérgio Oliveira,

fruto de 3 gerações e 3 continentes da diáspora é um engenheiro que está na Alemanha há 12 anos e que ambiciona um mundo melhor no conhecimento, integração e visão para os problemas portugueses e universais. Trabalha na Amazon, na área financeira, colabora com a Missão Católica Portuguesa de Munique e é o Fundador/Editor das Notícias TugaMuc entre outras actividades de natureza artística.


Motivação / visão para a ASPPA: “Coesão de uma rede que consolide e potencie todas as reais valências da comunidade portuguesa na Alemanha”

Maria Barbosa,

é tripeira com orgulho e vive na Alemanha desde 2009, onde fez o doutoramento em Engenharia de Materiais e acabou por construir família e ficar. É líder de grupo no Fraunhofer IWS.


Motivação / visão para a ASPPA: Um dos meus maiores receios é não conseguir passar o orgulho na herança portuguesa e sentimento europeu aos meus filhos. É esse contexto de união Portugal/Alemanha que me motiva a fazer parte da ASPPA.

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