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Ensino do português no estrangeiro vai ter mais alunos, professores e computadores

6º Encontro – Rede de Ensino Português no Estrangeiro – Cultura Portuguesa e Interculturalidade


Lusa / PT Post


A rede do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) terá mais professores e alunos no próximo ano letivo e contará com a “distribuição maciça” de computadores e conteúdos educativos atualizados aos estudantes e aos docentes, anunciou o Governo.


O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, falava aos jornalistas no final da cerimónia de abertura do sexto encontro da rede EPE, que decorreu no final de julho em Lisboa, com o tema “cultura portuguesa e a interculturalidade”.


Para o ano letivo 2021/2022, está previsto “um pequeno aumento no ensino básico e secundário, com 320 horários disponíveis”. São mais de 1.000 escolas em 750 localidades diferentes que serão cobertas por professores afetos ao instituto Camões, disse.


O Governo continuará a apoiar a “chamada rede paralela (escolas que beneficiam do apoio do Camões) e, no ensino superior, haverá um crescimento do número de cátedras e de centros de língua portuguesa e a consolidação dos leitorados e dos protocolos com instituições do ensino superior”, prosseguiu.


Segundo Augusto Santos Silva, o “grande avanço” que marcará o próximo ano letivo será “uma espécie de atualização sistemática da rede de EPE – básico, secundário e superior – , com tecnologias e equipamentos digitais que passam por um programa de distribuição maciça de pequenos computadores por alunos e pelos professores”, com os respetivos programas educativos, e pela digitalização sistemática do acervo do Camões com interesse cultural ou pedagógico, para ficar disponível a todos em quáquer ponto do mundo a qualquer hora”.


“Vamos também equipar sistematicamente todos os Centros culturais portugueses no estrangeiro e os Centros de língua portuguesa, com sistemas de tradução e sistemas informáticos que modernizem esses nossos equipamentos e facilitem o acesso à cultura e aos materiais pedagógicos e educativos”, adiantou o Ministro.


O objetivo do Governo é, segundo Santos Silva, proporcionar “uma distribuição generalizada, que todos os professores disponham de equipamentos informáticos necessários – não é apenas o equipamento, são os conteúdos educativos, didáticos e pedagógicos” e que junto dos estudantes exista uma distribuição maciça destes materiais: computadores e conteúdos.


Para esta iniciativa, que decorrerá nos dois próximos anos letivos, está prevista uma verba de 23 milhões de euros no Plano de Recuperação e Resiliência (PPR).


Encontro teve lugar na Gulbenkian


O 6º Encontro – Rede de Ensino Português no Estrangeiro – Cultura Portuguesa e Interculturalidade teve no final de julho no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e online.


O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, fez uma intervenção na sessão de abertura, bem como o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa.


A sessão de encerramento contou com mensagens gravadas dos Secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André, e das Comunidades portuguesas, Berta Nunes.


O 6º Encontro da rede, organizado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., pretende divulgar boas práticas desenvolvidas por docentes no contexto da rede EPE e, ao mesmo tempo, fomentar a reflexão sobre como otimizar o contributo decisivo dos professores e leitores da rede EPE na promoção da estratégia de internacionalização da Língua Portuguesa, nas suas diferentes valências e em todos os níveis de ensino.


A rede EPE concretiza a intervenção do Camões, I.P. nos níveis de ensino Pré-escolar, Básico, Secundário e Superior, conjugando-se nas valências de Língua Estrangeira, Língua Segunda e Língua de Herança, fortalecendo a sua posição internacional e o papel que cumpre junto das diásporas.


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