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Berta Nunes diz que emigrantes podem viajar para Portugal no verão com passe sanitário

A Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, incentiva os emigrantes e lusodescendentes que queiram passar férias em Portugal no verão a vacinarem-se antes.


Lusa / PT Post


Em declarações à Lusa, Berta Nunes, disse que o “ certificado digital vai fazer a diferença. Pessoas que estejam vacinadas vão poder viajar sem fazerem teste e isso é muito importante porque fazer teste tem um custo acrescido. Quem se vacinar vai poder viajar para Portugal sem fazer teste nem quarentena”, afirmou Berta Nunes.

Questionada pela Lusa, Berta Nunes, que é também médica, incentiva quem quiser passar as férias de verão em Portugal, reforçando que as novas restrições em vigor devido ao aumento de contágio da variante delta não se aplicam a quem já está completamente vacinado. “Em Portugal, em relação às restrições, elas não se aplicam às pessoas que já estão vacinadas ou quem tenha certificado de recuperação ou teste. Isso vai permitir maior mobilidade”, garantiu.


Berta Nunes anteviu que para que quem vá de férias a Portugal possa usufruir plenamente do país, Berta Nunes, o que se veio a confirmar com novas medidas do governo no combate à penademia, que consagram a apresentação do certificado digital como uma das possibilidades para aceder a restaurantes. A secretária de Estado antecipa o certificado sanitário digital se deve alargar a outros espaços praias ou eventos.


“O passe sanitário começou a ser usado na mobilidade dentro do país, mas a expectativa é que possa ser usado para as pessoas poderem ir aos restaurantes mesmo em áreas em que há alguns casos e que é preciso criar mais restrições”, sublinhou.


Berta Nunes espera que as medidas atualmente nas zonas de risco elevado sirvam para controlar o número de casos, permitindo férias de verão para todos. “Mesmo se agora estamos a ter um aumento de casos, que esperamos que sejam controlados pelas medidas que estão a ser tomadas e pela vacinação, a minha mensagem é: podem vir a Portugal se estiverem vacinados, recuperados da infeção ou terão de fazer teste”, concluiu.


Só quatro vacinas aceites como prova para emigrantes entrarem em Portugal.


Os portugueses residentes no estrangeiro que queiram entrar em Portugal apresentando prova de vacinação contra a Covid-19, apenas o poderão fazer se tiverem recebido uma das quatro vacinas aprovadas pela Comissão Europeia, se testarem negativo ou comprovarem recuperação.


De acordo com fonte oficial da Direção Geral da Saúde (DGS), para as pessoas que queiram viajar para Portugal terem o certificado de vacinação Covid da União Europeia (UE) aceite terão de ter recebido as vacinas aprovadas pela Comissão Europeia, de acordo com a recomendação da Agência Europeia de Medicamentos.

Estas vacinas, que estão a ser administradas em Portugal e na maioria dos Estados-membros da UE, são a BioNTech-Pfizer, a Moderna, a AstraZeneca e a Janssen (Johnson & Johnson).


Isso significa que os portugueses que tenham recebido outras vacinas nos países onde residem, como a Sinopharm ou a Sinovac (chinesas), Sputnik (russa), Covaxin (indiana), Epivaccorona (russa) ou a Soberana (cubana), entre outras, e que queiram entrar em Portugal mediante prova de vacinação, não o poderão fazer. Estes portugueses poderão, no entanto, entrar em Portugal mediante a apresentação de um certificado de recuperação, no caso de já ter contraído a infeção.


Segundo a DGS, as pessoas recuperadas da Covid-19, titulares de um certificado válido, emitido entre os 11º e o 180º dia, após a realização de teste laboratorial (positivo), que confirmou o diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2, poderão entrar em Portugal.


Outra possibilidade de entrar em Portugal é apresentando um certificado de teste com resultado negativo. Os testes que estão a ser aceites são o de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) para detetar a presença de RNA de SARS-CoV-2, cuja amostra tenha sido colhida nas 72 horas anteriores à entrada em território nacional, e o teste rápido de antigénio (TRAg), de uso profissional, cuja amostra tenha sido colhida nas 48 horas antes da entrada em Portugal.


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