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Armin Laschet é o novo líder da CDU

O ministro-presidente do estado alemão da Renânia do Norte-Vestefália, a região mais populosa da Alemanha, foi eleito o novo líder da CDU


Lusa / PT Post


Armin Laschet, ministro-presidente do estado alemão da Renânia do Norte-Vestefália, a região mais populosa da Alemanha, foi eleito o novo líder da CDU, força política à qual pertence a chanceler Angela Merkel. Laschet foi eleito, à segunda volta, e derrotou Friedrich Merz numa votação em congresso, que teve lugar em Berlim entre 15 e 16 de janeiro.


Com uma maioria de 521 votos dos 1.001 delegados chamados a votar, Armin Laschet bateu Friedrich Merz (que obteve 466), e Norbert Röttgen, que foi eliminado na primeira ronda de votações. Não havia um favorito claro para a eleição, e Friedrich Merz disse aos delegados do congresso realizado via online que aos 16 anos se inscreveu num partido “que tem princípios, que lutou apaixonadamente pelas suas políticas... sempre levado pela ideia de que não há maiorias de esquerda” na Alemanha.


Armin Laschet é formado em direito, foi jornalista, e membro do parlamento alemão e europeu, antes de entrar na política regional alemã na região do noroeste do país. É visto como estando na linha pragmática centrista de Angela Merkel, tendo apontado à continuidade da moderação. “Temos de falar claramente, mas não polarizar. Temos de integrar e manter a sociedade junta”, disse aos congressistas da CDU.


Apesar da eleição para a liderança do partido, não é certo que Armin Laschet seja o candidato às legislativas de setembro, dado que a CDU se coliga com a CSU da Baviera, e os dois partidos irão decidir juntos quem se candidata pelo centro-direita alemão. O líder da CSU e ministro-presidente da Baviera, Markus Söder, é considerado como um potencial candidato depois de ganhar estatuto político durante a pandemia.


Tarefa difícil de unir CDU vai ser prioridade do líder do partido alemão

O congresso digital pode ter dado a vitória a Armin Laschet, mas também mostrou um partido muito dividido. O centrista derrotou Friedrich Merz na segunda volta, mas a diferença não foi grande.


“Merz ainda é muito forte dentro do partido, tem cerca de metade dos delegados da CDU do lado dele, praticamente os mesmo que tinha há dois anos, quando concorreu contra Annegret Kramp-Karrenbauer para a liderança. Laschet tem de ter cuidado e tem de o conseguir integrar porque ele representa um perigo para a união do partido”, salientou à Lusa o politólogo Ulrich von Alemann.


O professor emérito da Universidade de Dusseldorf não duvida que Merz, depois de ter perdido a corrida à liderança pela segunda vez em dois anos, “vai continuar a ser uma ameaça”, mais até do que outros possíveis adversários na candidatura à chancelaria, como Jens Spahn, atual ministro da Saúde da Alemanha, ou Markus Söder, governador da Baviera.

Ulrich von Alemann acredita que o primeiro passo de Laschet será encontrar-se com os novos membros eleitos do partido e procurar “integrar os apoiantes de Merz”, conquistando a sua confiança e apoio.


O analista político alemão não hesita em afirmar que Laschet “vai ser candidato a chanceler” nas próximas eleições legislativas de setembro, sublinhando que a liderança do partido é “apenas um veículo para chegar ao governo.”


“É difícil ou impossível antecipar se será um chanceler de transição ou não. Se ele for eleito chanceler, vai fazer tudo para se manter no poder, e não vai querer abandonar o cargo num curto espaço de tempo”, acrescentou.


Para a campanha, o politólogo Ulrich von Alemann não antecipa surpresas vindas dos outros partidos. As eleições que vão escolher o sucessor de Angela Merkel, depois de quatro mandatos como chanceler, estão marcadas para o dia 26 de setembro.


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