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“A comunidade tem de ser reconhecida e apreciada"

Entrevista | Leandro Amado, Cônsul-Geral em Estugarda


Leandro Amado é Cônsul-Geral de Portugal em Estugarda desde o Verão de 2021. O PT Post reuniu-se com o diplomata para conhecer a avaliação que faz da sua área consular e da comunidade portuguesa nela residente, assim como as prioridades que estabelece para a sua missão.


TPP

PT Post Está há sensivelmente um ano em Estugarda. Como é que encara a comunidade portuguesa desta região consular? O que é que o surpreendeu?


Leandro Amado Sim, de facto estou desde Agosto de 2021 em Estugarda e não tinha ideia da diversidade da comunidade portuguesa nesta área de jurisdição, porque é uma área de jurisdição que engloba cinco estados federados: a Baviera, o Bade-Vurtemberga, o Hesse, a Renânia-Palatinado e o Sarre. Cobre 148.000 quilómetros quadrados, um Portugal e meio em termos de dimensão. O DESTATIS, o departamento federal de estatísticas alemão, aponta para a existência de 66.530 portugueses residentes em 2021 nesta área. Contudo, esse número diz respeito apenas àqueles que têm uma única nacionalidade, a portuguesa. Se considerarmos os que têm dupla nacionalidade, estimamos que se tratem de 92.000. Portanto, nesse universo de 92.000, obviamente não são todos Gastarbeiter e descendentes de Gastarbeiter. Temos também pós-graduados, os que estão a chegar agora e à procura de empregos diversos - quer seja por dificuldades em Portugal ou pela necessidade de uma experiência no estrangeiro, que hoje em dia é quase um passo obrigatório num curriculum qualquer. Temos cidades que estão a ver o número de portugueses a diminuir, enquanto outras estão a receber um fluxo novo de portugueses como, por exemplo, Munique. A capital bávara está a receber muitos quadros portugueses novos, principalmente na área de IT, tanto que estamos a considerer organizar uma iniciativa que incida nessa área no próximo ano. O propósito será o de dar a conhecer o que nós temos de melhor, quer seja em Portugal, quer seja através dos pós-graduados portugueses na Alemanha: criar essa rede, envolvendo as empresas alemãs, principalmente aquelas que têm apostado muito nos nossos engenheiros nessa área. É o caso da Siemens, uma das empresas que têm desenvolvido projectos em Portugal: não apenas o "Made in Portugal", mas o "Created in Portugal", o que é diferente - é um conceito que vai além da nossa vocação para fazer, digamos,e se refere a criar, a inovação está nas nossas mãos.

Como sabe, na nossa tarefa diplomática, além do atendimento ao público nos actos consulares, trabalhamos também noutras vertentes da diplomacia: a vertente política propriamente dita, com as entidades dos governos dos Estados federados – afortunadamente, já apresentei credenciais aos cinco desta região consular; a vertente económica – o diálogo com as empresas, com as câmaras de comércio, etc.; e a vertente científica, ou seja, o diálogo com as universidades e outras instituições.


O que podemos observar nisto tudo é uma transversalidade da presença portuguesa. Ou seja, da mesma forma que hoje, aqui, no evento "Portal" da ASPPA, teremos um dia inteiro dedicado à diplomacia científica, haverá no encerramento um número musical. Qualquer evento que se organize, digamos de diplomacia económica ou científica, pode ter também um elemento de cultura. E a cultura portuguesa, aqui na Alemanha, é muito valorizada, algo que eu descobri agora no nosso evento em Kaiserslautern, que se chamou “Novembro, mês da Cultura Portuguesa em Kaiserslautern”, e que contou com o apoio da Câmara Municipal daquela cidade, onde a comunidade portuguesa é a maior comunidade estrangeira.



PTP A iniciativa surgiu do lado alemão?


LA A iniciativa surgiu na sequência de uma conversa. Eu tinha ido a Kaiserslautern assistir à actuação dum pianista português chamado Artur Pizarro, que é exímio. Nessa ocasião, tive a oportunidade de conhecer o secretário municipal da Cultura, Christoph Dammann, que havia sido director do Teatro São Carlos, em Lisboa, durante três anos. Fala português perfeitamente e adora Portugal e a cultura e música portuguesas. Lancei-lhe o repto para organizar um festival de cultura portuguesa na cidade, visto os portugueses serem a principal comunidade estrangeira em Kaiserslautern. Mandei-lhe uma proposta de projecto em Novembro de 2021 e em Janeiro já tinha a anuência dele e do presidente da Câmara Municipal. A partir daí, começamos a idealizar o que é que nós poderíamos fazer. Estou muito contente, porque levámos, durante este mês de Novembro, várias vertentes artísticas a Kaiserslautern: artes plásticas com uma exposição da pintora portuguesa Maria Cunha, que reside em Munique - é prata da casa, fomos buscar uma pessoa de talento que está cá na Alemanha; música folclórica com o rancho da cidade de Kaiserslautern, que é um dos mais antigos na Alemanha e essencialmente composto por portugueses de Viana do Castelo; um sarau literário com momento musical, em que Rainer Furch, o cabeça de cartaz to Teatro do Palatinado, leu excertos d´Os Lusíadas, cuja primeira edição celebra 450 anos em 2022, ao som de um duo de guitarra portuguesa que interpretou Fado, Carlos Paredes, e não só. Houve intervenções oficiais do presidente da Câmara, do secretário municipal da Cultura, e tivemos a presença do Diretor-Geral para os Assuntos Europeus do governo da Renânia-Palatinado e da deputada Nathalie de Oliveira, que foi eleita para a Assembleia da República Portuguesa pelo círculo da Europa. Em suma, tivemos música erudita, música folclórica, artes plásticas, poesia, literatura e um mini ciclo de cinema.


No âmbito deste mês da cultura portuguesa em Kaiserlautern, teve ainda lugar uma palestra sobre "A Importância da Língua Portuguesa e o ensino na Alemanha". Os alemães começam a encarar o português como Weltsprache (língua mundial), percebendo o seu potencial, o que é muito bom. Como sabe, o governo do Hesse aprovou, em 2021, a introdução do português no currículo escolar como segunda e terceira língua estrangeira. Temos também uma escola em Bade-Vurtemberga que já incorpora o português no ensino integrado e já tive contactos com o governo da Baviera nesse sentido. Tivemos agora essa palestra no Palatinado e, com a ajuda do Christoph Dammann, estamos a insistir bastante com as Realchulen e os Gymnasien de Kaiserslautern, para ver se há uma abertura por parte da Renânia-Palatinado para o mesmo. E terei um encontro em Estugarda com a ministra da Educação do Bade-Vurtemberga, para ver se conseguimos alastrar o ensino integrado a duas, três ou quatro escolas num futuro próximo. É importante para nós que a nossa língua se difunda, é um sinal de reconhecimento e vai ao encontro dos interesses da nossa comunidade, que não pode depender apenas de uma aula semanal de português. Eles querem que o português faça parte do seu currículo escolar.


PTP Que prioridades é que estabeleceu para a sua missão e como é que avalia o seu primeiro ano de acção?


LA Eu cheguei num período em que a pandemia estava a começar a estabilizar, mas ainda assustava muito e existia um sentimento de distanciamento muito grande, assim como quase uma melancolia em termos do que aconteceu com o associativismo: a pandemia foi muito nefasta nas suas consequências. O impacto foi muito mau, dado que não podendo fazer eventos sociais nos quais se arrecadariam fundos para o seu próprio sustento, a par da clivagem geracional - as novas gerações têm alguma dificuldade ou pouco interesse em seguir os passos dos seus antecessores, já são mais alemães que portugueses e não se envolvem com o trabalho voluntário numa associação -, muitas associações encerraram. Aqui, na nossa área, foi realmente impressionante: um número grande de associações, algumas delas históricas, com muita significância e relevância a nível local, encerrou portas.

Como tal, eu senti que o meu primeiro objectivo deveria ser a criação de plataformas digitais que permitissem dialogar com a comunidade. Com esse intuito, abrimos primeiro o website, que existia mas não estava muito actualizado; hoje em dia, todas as questões institucionais constam lá. Depois, abrimos uma página no Facebook na qual pomos absolutamente tudo o que acontece, quer seja informações para comunidade - atenção, actualize o seu número e os seus documentos antes do Verão chegar; sobre a questão dos agendamentos online, explicamos os cinco passos que têm de ser seguidos para conseguir fazê-lo; questões sobre o registo militar; as possibilidades que a digitalização e desmaterialização pelo governo português oferece, por exemplo, para registar recém-nascidos online -, quer tudo o que tem a ver com encontros que eu tenha, sejam visitas ao Consulado-Geral ou deslocações que eu faça, sejam elas com autoridades ou com a comunidade. Às vezes vou a uma tasca portuguesa e tiro fotografias lá e refiro-a; através de uma acção como esta, a nossa comunidade sente-se valorizada. Eu entendo que a comunidade tem de ser reconhecida e apreciada. Quando partilho encontros com ministros-presidentes, secretários de Estado, chefes de protocolo, directores-gerais e outros, as pessoas sentem que eu sou o seu cônsul-geral, que estou a falar com aqueles que tomam decisões nos seus respectivos Länder. Portanto, impus uma rigidez em termos de transparência e comunicação com a nossa comunidade. Acho que a transparência é primordial: as pessoas têm de ver o que é que nós estamos a fazer, onde, quando, quais os efeitos e eventuais resultados. Divulgamos igualmente as iniciativas da nossa comunidade no Facebook.

Depois, sentindo que em termos geracionais havia uma quebra, ou seja, os pais estavam no Facebook, mas os filhos estavam no Instagram, tivemos que nos adaptar aos novos tempos e abrimos uma página também nessa aplicação em Janeiro último.


PTP Qual foi a recepção à sua iniciativa?


LA Imediata! Se der uma olhada aos primeiros comentários no Facebook, observará que foram no registo de "Ah, já era tempo", "Ainda bem!", "Boa iniciativa!"..

Outra questão que se colocava era a de irmos aos encontro das necessidades dos utentes. Então, questionámo-nos sobre onde é que estávamos a falhar e o que é que poderíamos melhorar em termos de atendimento. E, desde Setembro de 2021, que não me recordo de ter recebido uma reclamação por escrito. Obviamente, não estou a falar de um consulado perfeito, até porque as expectativas do outro lado, da parte do utente, não são, nem serão inteiramente correspondidas, particularmente porque, da parte dos Serviços Centrais, há uma orientação no sentido de uma maior digitalização e desmaterialização dos procedimentos. Portanto, temos marcações através agendamento online.



PTP Qual o diagnóstico que traça sobre o novo modelo de agendamento dos actos consulares e da capacidade de resposta do consulado?


LA Nós estamos satisfeitos. Da parte das autoridades em Lisboa há um bom entendimento sobre a nossa realidade: nem toda a nossa comunidade tem literacia digital que permita acompanhar a migração para a digitalização. Uma parte bastante significativa da nossa comunidade tem uma certa idade, o que se traduz em dificuldades em lidar com plataformas digitais e computadores - nem têm sequer e-mail. Portanto, nós temos que deixar três âmbitos: somente agendamento online para cartão de cidadão e passaporte; para outros actos consulares e para pessoas acima de 65 anos, ou que tenham mais dificuldades de literacia digital, o e-mail e o telefone.

Se me perguntar onde é que nós estamos a falhar, ou no que é não estamos a atingir as expectativas dos nossos utentes, diria que talvez seja no atendimento telefónico, aliás, à semelhança do passado. Há uma dificuldade em quebrar o hábito do utente de pegar no telefone para resolver tudo, o que não é de todo possível: temos dois recursos de call center em outsourcing e um escritório consular em Hattersheim am Main para atender um universo de 92.000 utentes. E Estugarda é o único dos três consulados-gerais da rede portuguesa na Alemanha que tem um escritório consular, o que exige muita adaptabilidade: visito muito Frankfurt, nomeadamente para realizar casamentos


PTP Considera que ter o escritório consular é positivo para a gestão da região?


LA Eu diria que é crucial, imagine que alguém que estivesse em Trier tivesse de se deslocar a Estugarda! Ao mesmo tempo, há um outro elemento que eu quis implementar desde o início e que relaciona ainda com a sua pergunta inicial: as permanências consulares. Aparte em Munique, onde só tinham tido lugar duas vezes no primeiro semestre de 2021, não existiam. Eu criei mais: passaram a ser duas permanências mensais em Munique, uma mensal em Nuremberga e uma trimestral em Kaiserslatuern e em Singen. Fazemos um plano de presenças consulares, que publicamos no website do Portal das Comunidades: todos os utentes podem ver quando que lhes dá mais jeito ir. Obviamente, que tendo uma urgência, poderão deslocar-se a Frankfurt ou a Estugarda. A tudo isto, acresce ainda o atendimento a acamados, que temos garantido: temos feito uns dez por ano a pessoas que não se podem movimentar.

Em suma, avançámos para a criação de plataformas digitais, de permanências consulares e garantimos o atendimento a acamados. Juntamento com isso, temos também desenvolvido toda uma acção de promoção cultural.

A esse nível tivemos um evento chamado "Das Portugiesische Literaturfest", no passado dia 28 de Setembro, que contou com um dos maiores tradutores de língua portuguesa para alemão, Michael Kegler, que fez duas intervenções: uma primeira sobre literatura portuguesa e uma segunda sobre literatura lusófona, com um interlúdio do Manuel Campos, que tocou músicas com letras de autores portugueses - Camões, Fernando Pessoa e Florbela Espanca, entre outros. Temos tido a preocupação de manter uma abertura ao trabalho com outros países lusófonos, como, por exemplo, com o Consulado-Geral do Brasil em Frankfurt, com quem estamos a planear realizar iniciativas em conjunto.

Participei igualmente na celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, numa iniciativa da Universidade de Heidelberg, juntamente com o Cônsul-Geral do Brasil em Munique. Falámos na altura, havendo abertura para que cooperemos, até porque a comunidade brasileira também beneficia das aulas de português oferecidas pela rede Camões de ensino de português: há brasileiros que vão às nossas aulas.


PTP E nos próximos dois, três anos, o que é que quer alcançar?


LA Iremos certamente continuar a tentar marcar as nossas efemérides, mas o meu projecto principal prende-se com colmatar a perda de dois funcionários em 2022 e que ainda não foram substituídos: estamos a aguardar que chegue a autorização de Lisboa para a abertura dos concursos. Eventualmente, se tivermos condições para o fazer, gostaria de criar uma terceira permanência em Munique, porque a nossa comunidade em Munique está a crescer muito.


PTP A presença do cônsul honorário em Munique é positiva?


LA SSim, mas importaria fazer um esclarecimento: uma coisa é ter um cônsul honorário, outra é ter um consulado honorário. O nosso cônsul honorário não tem escritório de atendimento e, não tendo, não pode ter competências consulares. E nem solicitámos competências extraordinárias para o cônsul honorário, que teriam de ser concedidas por despacho ministerial. Portanto, por enquanto, essa questão não está sequer em cima da mesa.


PTP: Como é que avalia a interacção com as autoridades alemãs?

LA: Até agora, o diálogo com as entidades alemãs tem sido muito fluído e muito interessante. Aqui, o estado do Bade-Vurtemberga está muito interessado em Portugal, designadamente aquilo que se faz no país em termos de energias renováveis, de economia circular, de protecção ambiental e na área da digitalização. Como o governo do Estado é liderado pelos Verdes, tem tido muita sensibilidade para estes assuntos e Portugal é um país que está a dar cartas a nível europeu e mundial em termos de políticas verdes: na produção de hidrogénio verde e na produção de electricidade a partir de fontes renováves, por exemplo. Temos indicadores muito impressionantes. E esta “revolução energética” está a ser relava a cabo por um país que esteve, até há pouco tempo, uma situação muito complicada em termos financeiros. A parte alemã está a acordar para essa realidade, agora, com algum espanto e admiração.


PTP Já abordou brevemente a situação do associativismo nesta região, especialmente as dificuldades atravessadas e o esmorecimento na sequência do contexto pandémico dos últimos anos, assim como também o distanciamento geracional entre pais e filhos. Como é que vê o futuro?


LA Eu acho que o associativismo deve dialogar. Inovação, adaptação e cooperação são as três palavras que devem marcar o associativismo. Se as associações mantiverem um pensamento hermético, pensando apenas num determinado segmento profissional, não conversando com outras camadas, perdemos muitas oportunidades. Por exemplo, temos associações na nossa diáspora que têm capacidade de responder burocraticamente às necessidades de preenchimento de formulários e apresentação de um projecto num formato mais aliciante para a aprovação do decisor. Simultaneamente, outras associações poderão estar sedeaadas numa cidade onde a Câmara Municipal dê apoios para a realização de eventos da diáspora e onde outras não estejam. Poderia haver aqui uma junção, uma optimização: uma sabe fazer, a outra é elegível - vamos juntar forças e correr atrás do dinheiro local.

O próprio consulado, este ano, teve uma iniciativa muito, muito positiva. Apresentei um projecto ao GRI-DPA, após ter libertado o espaço de um depósito do consulado-geral. Tendo ficado com uma sala disponível, disponibilizamo-la para o atendimento: nela passou a funcionar o Gabinete de Apoio Social e Segurança Social, o nome que demos a esta iniciativa, que abriu em Fevereiro deste ano. Contamos com o trabalho voluntário do Mário Botas, que é vogal da GRI-DPA, e que tem uma formação na área de assistência social e 40 anos de experiência na Cáritas: é o nosso “ponta-de-lança” para questões de apoio social, escutando e interpretando o problema.



PTP Como é que surgiu a ideia?


DM Foi uma questão de juntar peças, aliou-se a disponabilidade do espaço a ter conhecido o Mário Botas e a sua experiência.

Nós somos uma diáspora muito rica em termos de valor, mas às vezes não nos conhecemos. Por exemplo, eu não tenho uma lista de todos os profissionais portugueses: quantos deles estarão em postos de direcção aqui na Alemanha? Por isso, eu também tenho tido a iniciativa de ir conhecer os portugueses que trabalham em organismos internacionais. Já fui à EIOPA, o organismo europeu na área dos seguros, que fica em Frankfurt e onde trabalham 20-25 portugueses. Também fui ao Banco Central Europeu, onde trabalham 110 portugueses e onde me encontrei com 62 deles. Alguns deles nem se conheciam, foi muito interessante para todos. Estou a tentar organizar um encontro com os portugueses no European Patent Office, em Munique, cujo presidente é o Dr. António Campinos.

PTP Está satisfeito com a rede do EPE aqui na região?


LA Sim, sim, estou satisfeito. O Docente de Apoio Pedagógico da rede EPE tem um gabinete no consulado-geral e, ao que me consta, está tudo a correr conforme planeado.


PTP A celebração do 25 de Abril em Frankfurt juntou as comunidades portuguesa e italiana. O que é que achou desta desta ideia? É uma ideia para replicar?


LA A ideia é para replicar! Assim que terminámos a celebração deste ano, a parte a italiana, que foi quem nos apresentou a proposta, disse logo que temos de nos reunir para o próximo ano. Sei que já estão em conversas com o GRI-DPA, que foi quem nos apresentou a ideia de juntar as duas comunidades. Ou seja, no próximo ano juntar-nos-emos novamente em Frankfurt, os cônsules-gerais de Itália em Frankfurt e de Portugal em Estugarda, para comemorar a libertação da Itália do regime fascista em 1945 e o regresso da liberdade e democracia a Portugal em 1974. Numa Europa onde a extrema direita está a ganhar muita força, onde há movimentos neofascistas e neonazistas e em que a retórica desses movimentos é utilizada por autocratas para invadir território de outrem, é importante falarmos de liberdade, democracia e direitos humanos, nunca esquecendo o espírito do 25 de Abril.

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