Telmo Pires apresenta 'Ser Fado' em digressão na Alemanha

O fadista Telmo Pires atua na próxima sexta-feira no WeltnachtFestival (Festival Noite do Mundo), em Bielefeld, no Estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália, seguindo para Dortmund, onde canta no sábado.

O palco do WeltnachtFestival é o primeiro de quatro, na Alemanha, que o fadista tem agendado, até segunda-feira, sendo acompanhado pelos músicos Bruno Chaveiro, na guitarra portuguesa, Cajé Garcia, na viola, e Máximo Ciuro, no baixo.

Depois de Bielefeld, cidade a 400 quilómetros de Berlim, o criador de 'Amanhã no mar' atua no Domicil, em Dortmund, seguindo-se, no domingo, Wuppertal, cidade do mesmo Estado alemão, onde atua na City-Kirche Elberfeld, e, finalmente, na segunda-feira, sobe ao palco do Neues Theater Höchst, em Frankfurt.

Telmo Pires, nestes concertos, apresenta o seu mais recente álbum, 'Ser fado', editado em Portugal em fevereiro do ano passado, e também alguns temas de álbuns anteriroes.

"Ser fado" foi produzido pelo músico Davide Zacarria, e do alinhamento fazem parte três temas assinados pelo próprio Telmo Pires, que os interpreta nas melodias tradicionais do Fado Vianinha, de Francisco Viana, "Pode ser", do Fado Versículo, de Alfredo Marceneiro, "No meu Oolhar", e no Fado Bailado, também de Marceneiro, "Silêncio no Meu Coração". Outro tema seu, "Desfeito", tem a composição assinada por Zacarria.

A dupla Jorge Fernando e Custódio Castelo assina 'Ausente', e o outro poema inédito deste CD, 'Amor escondido', é de Daniel Costa-Lourenço, e foi gravado no Fado Alfacinha, de Jaime Santos.

'Ser fado' sucede a 'Fado promessa', de 2013, e é o quarto álbum da carreira do fadista, que começou a interessar-se pelo fado através dos discos de Amália Rodrigues e de Carlos do Carmo, que os pais possuíam.

Referindo-se à opção pelo fado, Telmo Pires disse à agência Lusa que "era um sonho que acalentava há muito".

Em declarações à Lusa, o fadista referiu as suas influências musicais e o facto de, musicalemnte, não se "ajustar a um modelo mais tradicionalista" do fado.

"Não cresci em Lisboa, vivi dez anos na Alemanha, logo o meu fado expressa essas influências, não se ajusta a um modelo mais tradicionalista", afirmou.

Em setembro o fadista tem previsto atuar em Lisboa, no âmbito da programação cultural da Feira da Luz, na freguesia de Carnide 

Lusa