Ex-embaixador português em Berlim nega "desvio ou apropriação indevida de fundos"

O embaixador português junto da NATO, que está a ser sujeito a um processo disciplinar por alegadas irregularidades enquanto esteve em Berlim, negou hoje ter feito “qualquer desvio ou apropriação indevida de fundos públicos”.

Numa mensagem enviada à Lusa, os advogados do diplomata Luís de Almeida Sampaio afirmam que “as acusações respeitam a irregularidades formais e eventuais erros de contabilização, sem que tenha havido, contrariamente ao noticiado, qualquer desvio ou apropriação indevida de fundos públicos”.

O Correio da Manhã noticiou hoje que o Palácio das Necessidades está a conduzir um processo disciplinar a Almeida Sampaio que, enquanto embaixador em Berlim, entre 2012 e setembro de 2015, é “suspeito do desvio de cerca de 300 mil euros, que pertenciam ao fundo de turismo interno, e de apropriação indevida de quase 100 mil euros”.

A defesa de Luís de Almeida Sampaio, a cargo do escritório de advogados CMS Rui Pena & Arnaut, acrescenta que “está a correr prazo no noticiado processo disciplinar para a apresentação da defesa e cabal esclarecimento dos factos que lhe são imputados”.

Contactada pela Lusa hoje de manhã, fonte oficial do gabinete do ministro Augusto Santos Silva apenas confirmou a existência do processo disciplinar, que “ainda não se encontra concluído”.

Almeida Sampaio, atual representante permanente de Portugal junto da NATO, foi eleito ‘diplomata económico do ano’, em 2014, pelo seu trabalho na embaixada na Alemanha, um prémio atribuído pela Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa e pela Confederação Internacional dos Empresários Portugueses.

Lusa