Curta-metragem portuguesa vence em Berlim nomeação para os 'óscares' europeus

O filme ‘Os humores artificiais’, de Gabriel Abrantes, conquistou a nomeação do júri internacional do Festival de Berlim para o prémio de melhor curta-metragem europeia de 2017 nos European Film Awards, entregues no final do ano.

“’Os humores artificiais’, de Gabriel Abrantes, é o filme da Competição de Curtas do Festival de Berlim nomeado para os European Film Awards (EFA) na categoria de melhor curta europeia de 2017. O Festival de Berlim é um dos festivais que nomeiam um filme para esta categoria de um dos mais importantes prémios de cinema europeu”, referiu a distribuidora Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português, em comunicado.

A distinção permite ao cineasta português entrar diretamente na corrida pelo prémio de melhor curta-metragem europeia de 2017, entregue no fim do ano, a 09 de dezembro, em Berlim, pela European Film Academy, a academia europeia de cinema.

A nomeação para os EFA é um dos quatro prémios atribuídos pelo júri internacional da Berlinale, que este ano é composto por Christian Jankowski, artista plástico da Alemanha, Kimberly Drew, curadora do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, nos EUA, e Carlos Núñez, programador do SANFIC - Festival Internacional de Cinema de Santiago, no Chile.

A Portugal Film recorda, ainda, que esta foi a segunda vez que Gabriel Abrantes conseguiu esta nomeação para um EFA, depois de em 2014 ter sido nomeado com o filme ‘Taprobana’.

‘Os humores artificiais’compete ainda pelo Urso de Ouro na competição oficial do Festival de Berlim, ao lado de outras curtas nacionais: "Altas cidades de ossadas", de João Salaviza (que venceu este mesmo prémio em 2012 com "Rafa"), "Coup de Grâce", de Salomé Lamas, e "Cidade Pequena", de Diogo Costa Amarante.

O Festival de Cinema de Berlim só termina no domingo, mas a cerimónia de anúncio dos vencedores acontece hoje à noite e há cinco filmes portugueses candidatos aos principais prémios.

"Colo", de Teresa Villaverde, está na competição de longas-metragens, numa secção cujo júri é presidido pelo realizador holandês Paul Verhoeven. No início do festival, o cineasta disse que esperava uma seleção de filmes diferentes e controversos e que estava preparado para discutir escolhas com o restante júri.

Ao filme de Teresa Villaverde junta-se a mais de uma dezena de produções internacionais, entre as quais "Joaquim", do realizador Marcelo Gomes, coproduzido por Portugal e com elenco português.

Ao longo da semana, outros filmes portugueses foram exibidos em diferentes secções do festival, como "Spell Reel", de Filipa César, "Vazante", a primeira longa-metragem da realizadora brasileira Daniela Thomas, coproduzida por Portugal, e o filme de animação "Odd é um ovo", de Kristin Ulseth, coproduzido por Luís da Matta Almeida.

Hoje serão ainda anunciados outros galardões, de júris independentes do festival, como por exemplo o da federação de críticos (FIPRESCI), júri ecuménico e da Amnistia Internacional.

O 67.º Festival de Cinema de Berlim começou no dia 09 e exibiu cerca de 400 filmes.

Lusa