Jardim Fernando Pessoa é inaugurado em Chivasso, no norte de Itália

O jardim Fernando Pessoa foi inaugurado na cidade de Chivasso, no noroeste de Itália, a 20 quilómetros de Turim, na província de Piemonte, numa iniciativa promovida pelo cantor e compositor Mariano Deidda.

 

A cerimónia de outorga do nome do poeta de “A mensagem” ao jardim na via Ceresa, está marcada para as 18:30 locais (17:30 em Lisboa) e conta com a presença de Mariano Deidda, do autarca de Chivasso, Libero Ciuffreda, e de uma delegação da Câmara de Lisboa, liderada pelo presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, Pedro Cegonho, disse à Lusa fonte da organização.

 

Campo de Ourique foi o último bairro lisboeta onde morou Fernando Pessoa (1888-1935), que residiu, com a família, no 1.º piso de um prédio na rua Coelho da Rocha, depois de ter deambulado pela cidade, tendo alugado quartos, na Estefânia e no Príncipe Real, entre outros bairros.

 

Em comunicado, a autarquia de Chivasso afirma que “a iniciativa se insere no projeto geopolítico 'Europa através da arte e da cultura', como forma de intercâmbio entre as nações europeias e com vista a familiarizar os vários países com as grandes personagens da literatura”.

 

A escolha desta cidade italiana deve-se ao facto de ser onde reside Mariano Deidda, autor e compositor de 53 anos, que, contando com a parceria do escritor António Tabucchi, falecido em 2012, que traduziu os poemas de Pessoa, dedicou já quatro álbuns ao poeta português.

 

No âmbito das comemorações do centenário da revista Orpheu, Mariano Deidda atuou, este ano, em Lisboa e em Gouveia, no distrito da Guarda.

 

Em declarações à Lusa, Deidda afirmou que compõe "indiferentemente" para os vários heterónimos do poeta e os inclui num mesmo álbum. "A personagem principal e única é Fernando Pessoa", argumentou.

 

Para o compositor, o poeta português "é um escritor do futuro" e "património da Humanidade".

 

Deidda tem três álbuns dedicados ao poeta, e um quarto CD com poesias de Pessoa, gravado ao vivo na Igreja de Santo António dos Portugueses, em Roma, e prevê um quinto, constituído por 13 dos 44 poemas que compõem a "Mensagem".

 

Lusa