Candidatos ao Conselho das Comunidades Portugueses exigem o adiamento das eleições

As eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas marcadas para o dia 6 de Setembro estão a gerar descontentamento entre muitos candidatos. Em causa está o processo de recenseamento dos cidadãos para este órgão.

 

O alerta vem da lista Comunidade Solidária na Alemanha que revela que neste país “não foi possível recensear ninguém no último dia de recenseamento para o CCP”.

 

Segundo o cabeça de lista “Comunidade Solidária“ “o sistema informático estava bloqueado no último dia do recenseamento, impedindo o acesso dos funcionários ao sistema em Lisboa”.

 

“Nesse mesmo dia muitos portugueses tinham-se deslocado a Düsseldorf e a Hamburgo, mas tiveram de regressar a casa sem o registo de recenseamento. Não foi possível, porque o sistema em Lisboa estava paralisado. Esta falha que se verificou durante todo esse dia impediu que a lei fosse cumprida. Será que não é possível aceitar os recenseamentos e fazer o registo electrónico um dia depois? Ninguém ainda entendeu os motivos desta falha técnica”, denuncia Nelson Rodrigues, cabeça de lista “Comunidade Solidária”.

 

Nelson Rodrigues aponta outras falhas e diz que os representantes da lista exigem o cancelamento das eleições devido a estes problemas. “Queremos saber onde é a sede do nosso círculo eleitoral, ninguém nos consulados é capaz de nos informar”, diz Nelson Rodrigues que chama a atenção para a falta de informação dos consulados. “Para a Comunidade levar isto a sério, o Estado tem que garantir outras condições”, acrescenta Nelson Rodrigues.

 

Também em outros países, como por exemplo a França, o Reino Unido e a Bélgica se ouvem queixas e protestos no que se refere à marcação da data para as eleições.

 

Carlos Pereira, director do Luso-Jornal, em França, denuncia nas redes sociais, Facebook, “a organização atabalhoada das eleições em poucas semanas, sem preparação, durante o Verão”, resulta”, segundo Carlos Pereira, “inevitavelmente na partidarização do CCP” e acrescenta que só as listas ligadas a partidos é que poderão preencher as melhores condições, sendo uma delas a recolha e apresentação 75 assinaturas de portugueses recenseados.

 

Com a nova lei do Conselho das Comunidades (CCP) que entrou em vigor em Abril, os emigrantes são obrigados a fazerem o recenseamento, não bastando - como até agora - estarem inscritos nos consulados.

 

Tal como afirmou o ex-conselheiro Fernandes Gabriel na Antena 1: “No Reino Unido, dos cerca de 300 mil emigrantes registados só perto de 2 mil estão recenseados”.

 

Também Nelson Rodrigues comenta da seguinte forma o número de recenseados na Alemanha: “É uma calamidade! Cerca de 90% dos portugueses a viverem na Alemanha não estão recenseados, restam 10% e destes, cerca de 75% estão em Portugal recenseados, porque requereram lá o cartão de cidadão. Encontrar cidadãos recenseados é como procurar uma agulha no palheiro”.

 



 

Por: redacção PP