Governo canadiano pede a trabalhadores temporários para saírem do país

O governo canadiano assegurou hoje que não vai permitir que os trabalhadores ilegais fiquem no país depois de os seus contratos de quatro anos terem expirado.

 

“Para que não haja nenhum erro, não vamos tolerar pessoas que fiquem em situação ilegal. Não é uma opção desrespeitar as nossas leis de imigração, vamos lidar com os infratores com rapidez e de forma justa”, anunciou o governo federal em comunicado.

 

Numa nota assinada pelos ministros Chris Alexander, da Cidadania e Imigração, e Pierre Poilievre, do Emprego e Desenvolvimento Social, os governantes reagiam assim a notícias avançadas pela imprensa canadiana, que davam conta de que milhares de trabalhadores estrangeiros temporários teriam de abandonar o país dado os seus vistos de trabalho terem expirado na quarta-feira.

 

Segundo aquele documento, tanto os patrões como os trabalhadores tinham conhecimento, desde 2011, do prazo de quatro anos de contrato, quando a alteração das regras de imigração foi anunciada.

“Os empregadores tiveram quatro anos para encontrar empregados alternativos. Da mesma forma, os trabalhadores temporários estrangeiros tiveram quatro anos para seguir caminhos para a residência permanente”, sublinharam.

 

O governo canadiano esclarece ainda que o Programa de Trabalhadores Temporários Estrangeiros tem esse mesmo objetivo de ser “temporário”, e que os canadianos “esperam ter prioridade nas primeiras vagas disponíveis para os trabalhos”.

“Os canadianos são acolhedores e generosos, mas precisamos garantir que os estamos a colocar em primeiro, lutando contra o potencial abuso do nosso sistema de imigração”, esclareceram.

 

As autoridades não revelaram o numero de emigrantes que terão de sair do país, mas alguns grupos de advogados avançaram com mais de 70 mil trabalhadores, cerca de 10 mil só na província de Alberta.

 

No entanto, os ministros aconselham os trabalhadores temporários a candidatarem-se ao estatuto da residência permanente, através dos programas “Express Entry” e de nomeação provincial.

 

Lusa