Portugal é "um local muito interessante" para investidores franceses

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF) afirma que Portugal é “um local muito interessante” para os investidores franceses, estando a assistir-se agora a “um renascer” do interesse empresarial pelo país.

Em declarações à agência Lusa, a propósito da 21.ª edição dos Troféus Luso-franceses 2014, Bernard Chantrelle, considerou que “Portugal é o lugar mais interessante, como aconteceu na Irlanda depois da crise, para se investir em centros de serviço partilhados de grupos empresariais”, dando como exemplo o BNP Paribas que se instalou no país, permitindo criar novos empregos diretos.

“Há mais de 400 empresas francesas associadas da CCILF que detêm participações ou a totalidade do capital e estão a operar em Portugal. Estas empresas empregam 40.000 pessoas, 31 das quais estão entre as 500 maiores empresas do país e representam atualmente 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) português”, salientou.

Segundo Bernard Chantrelle, "no início da crise em Portugal, as empresas franceses não demonstravam grande interesse em abordar a CCILF para investirem no país, a avaliar pelos pedidos, mas agora há um fluxo que procura o país”.

“A França é o terceiro parceiro de Portugal, como fornecedor, cliente e investidor estrangeiro, a seguir à Espanha e à Alemanha”, lembrou.

Os prémios anuais da iniciativa da CCILF têm como principal objetivo dar visibilidade às empresas, incentivar o comércio entre Portugal e a França e o investimento em ambos os mercados, além de premiarem a inovação e o desenvolvimento sustentável, sendo entregues a 16 de outubro, em Lisboa.

Bernard Chantrelle explicou também à Lusa que as candidaturas para os Troféus Luso-franceses deste ano estão abertas, sendo gratuitas e podendo qualquer empresa concorrer, independentemente da sua dimensão e dos mais diversos setores de atividade, lembrando ainda que o período de inscrição termina a 30 de agosto.

Ao longo dos 21 anos em que se realizaram os Troféus Luso-franceses, mais de 500 empresas foram galardoadas e mais de mil candidataram-se.

Os vencedores, mas também os candidatos ganharam, sobretudo, em “notoriedade e visibilidade”, fator que Bernard Chantrelle considerou “muito importante” para a projeção das empresas.

As empresas na edição deste ano serão distinguidas em seis áreas: 'Exportação portuguesa', 'Exportação francesa', 'Investimento – realizado num dos dois países', 'PME – inovação e dinamismo das Pequenas e Médias Empresas' [PME], 'Desenvolvimento sustentável' e 'Inovação'.

As candidaturas vão ser analisadas por um júri formado por representantes do IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Conselheiros do Comércio Exterior e empresários patrocinadores do evento.

Desde 1993, a CCILF já premiou empresas tão diversas como o grupo Delta, Vipex, Abreu e Advogados, Carris, Legrand Eléctrica, Renova, Roff, Vinci, Sonae, Portucel ou a Altran e PME, tais como, Quinta do Carmo, Lauak Portuguesa, Vipex, Curvalis, Acosiber e Revigrés.

Bernard Chantrelle referiu ainda à Lusa que os troféus mostram também “o dinamismo das empresas portuguesas”, tendo realçado que “a crise não parou o dinamismo exportador, que tornou possível a saída da crise de Portugal”.

Lusa