Aldeias do Xisto cativam cada vez mais estrangeiros

As Aldeias do Xisto cativam cada vez mais estrangeiros, não só turistas como também pessoas que ali querem fixar residência, disse à agência Lusa o coordenador da ADXTUR - Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto.

Rui Simão explicou que "ao longo dos últimos anos" tem sido realizado o levantamento do número de dormidas nas 27 localidades que integram a rede e que os dados apontam para "um crescimento muito considerável" da procura de turistas, quer do mercado nacional quer internacional.

De acordo com este responsável, em 2008 o número de dormidas fixou-se em dez mil, enquanto em 2012 (os de 2013 ainda não estão totalmente apurados) chegou a um total de 45 mil.

"Dos 45 mil, sete mil são oriundos de 35 países estrangeiros, entre os quais China, Austrália, Estados Unidos, Brasil e França", detalhou.

Rui Simão referiu que, além de permitir um "balanço positivo" e "satisfatório" como ponto de percurso, este crescimento também permite "demonstrar a capacidade que o projeto tem de geral valor económico para o território".

Em relação aos estrangeiros que procuram fixar residência no território das Aldeias do Xisto, os números são mais difíceis de apurar, mas, "pela leitura cruzada dos dados e do conhecimento no terreno", a ADXTUR não tem dúvidas de que há cada vez mais pedidos nesse sentido.

"Os dados que temos indicam que, em média, este território acompanha em média os espaços mais dinâmicos a nível nacional, isto em termos de pedidos de residências de estrangeiros. Se motorizarmos municípios como Braga, Aveiro e Leiria, que estão entre as cidades mais dinâmicas do Litoral, percebemos que a percentagem dessas zonas é equiparável, por exemplo, à do município de Oliveira do Hospital, e quem diz Oliveira do Hospital, diz Arganil e diz Lousã", especificou.

Para Rui Simão, entre o capital de atração deste território estão a história e o património, a natureza e o ambiente, a cultura, tradição e gastronomia, bem como aspetos que muitas vezes os portugueses não valorizam, como por exemplo a possibilidade de viver em áreas mais isoladas, com zonas sombras em termos de redes eletromagnéticas.

A Rede das Aldeias do Xisto integra 27 aldeias de 16 concelhos que se situam no centro de Portugal, no território que se situa entre Castelo Branco e Coimbra.