José Saramago vai dar nome a novo avião da frota da TAP

O escritor José Saramago, único autor lusófono distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, vai dar nome a um novo avião da frota da TAP, anunciou hoje a transportadora aérea.

O aparelho que receberá o nome do escritor é um Airbus A320 e entra ao serviço da companhia no verão, fazendo parte da frota de longo curso.

O Airbus A320 "José Saramago" é “um dos novos aviões que reforçam a frota da TAP este ano, permitindo-lhe expandir a sua rede de operações a 11 novos destinos em 2014”, afirma em comunicado a transportadora aérea.

No mesmo comunicado, a TAP recorda que, “há alguns anos, à partida para [mais] uma viagem de avião, e diante do painel de azulejos dedicado a Bartolomeu de Gusmão, que acolhe os passageiros no aeroporto da Portela, alguém disse a José Saramago que seria extraordinário se um avião recebesse o nome de Blimunda [uma das personagens principais do romance ‘Memorial do Convento’], a mulher que via por dentro das pessoas e recolhia vontades para que a passarola chegasse a levantar voo. O sorriso de José Saramago foi a forma de manifestar o seu agrado perante tal inaudita ideia”.

No mesmo documento, Luiz da Gama Mór, administrador executivo da empresa, afirma que “a atribuição do nome de José Saramago a um dos aviões é uma enorme honra para a companhia aérea portuguesa, que, deste modo, homenageia simbolicamente um dos maiores expoentes da Língua Portuguesa, evocando o Nobel pelos céus do mundo e levando, nas suas asas, o nome de José Saramago a dezenas de cidades na Europa e em África”.

A bordo do Airbus A320 será exibido o filme “José Saramago”, de Carmen Castillo.

Os aviões da frota ostentam já outros nomes da Cultura, História e do Desporto nacionais, designadamente Luísa Todi, Natália Correia, Amália Rodrigues, Amadeo de Souza-Cardoso, Venceslau de Moraes, Fernão Mendes Pinto, Gago Coutinho, João Gonçalves Zarco, Vitorino Nemésio, Gil Vicente e Eusébio, entre outros.

José Saramago, falecido em junho de 2010 na ilha espanhola de Lanzarote, publicou cerca de 50 títulos, entre contos, romances, livros de crónicas e de viagens, teatro e poesia.

"A Jangada de Pedra", "Levantados do Chão", "O Homem Duplicado", "Ensaio sobre a Cegueira", “O ano da morte de Ricardo Reis” e “Claraboia”, são alguns dos seus romances.

O autor foi distinguido com vários prémios, nacionais e internacionais, como o Prémio Camões em 1995 e o Nobel em 1998.