Empresários devem manter atividades nos países de fixação mas trazer um pouco da riqueza para Portugal - José Cesário

O secretário de Estado das Comunidades defende a importância das comunidades portugueses manterem as atividades empresariais nos países onde se fixaram, mas "simultaneamente" trazerem um pouco da riqueza que aí criaram para ajudarem Portugal.

José Cesário falava este sábado à noite em Toronto, aos jornalistas, durante as comemorações do 14.º aniversário da Casa das Beiras, abordando um encontro que teve de manhã com empresários e forças vivas da comunidade em Mississauga.

"Estive com diversas personalidades, nomeadamente com Charles Sousa, ministro das Finanças do Ontário, uma personalidade cada vez mais significativa no contexto da nossa comunidade local e também na vida pública da província e também houve um troca de impressões com um empresário (Wilson Teixeira), que está a arriscar em Portugal, e vale a pena ter isso em consideração", disse José Cesário.

Nesse sentido, o secretário de Estado espera uma maior aproximação do empresário que está em Portugal com o que está fora do país. Em 2013 realizaram-se três encontros com empresários da diáspora, e para este ano já estão agendados dois, podendo ainda realizarem-se mais três reuniões.

José Cesário também abordou dois factos "inequívocos de maior proximidade de Portugal às suas comunidades": "As novas permanências consulares que hoje levam o trabalho consular a 129 cidades onde não estávamos até aqui. Por outro lado, o início das certificações do ensino do português que credibiliza muitas das nossas escolas um pouco por todo o mundo".

Estes, "foram dois fatores de aproximação decisivos entre Portugal e as suas comunidades", acrescentou.

José Cesário disse ainda que pretende "melhorar tudo no que disser respeito à cultura e língua," para que "seja feito com mais qualidade do que tem sido até aqui".

"Temos que fazer algo cada vez mais para que aquilo que funciona com o mínimo de qualidade, melhore no futuro. Por isso é que oferecemos manuais escolares, disponibilizamos avaliação e certificação, elaboramos programas para esses setores de ensino, começamos a trazer escritores, distribuímos bibliotecas", justificou.

O governante terminou com uma mensagem de esperança, de que vale a pena "acreditar no futuro de Portugal", de continuar a promover "este tipo de eventos (aniversário da Casa das Beiras)", no qual se encontram pessoas de diversas idades, idosos e jovens, porque "é desta simbiose", da "junção de todos" que "resultarão comunidades mais organizadas e mais mobilizadas".