Diário 'online' Observador terá primeira edição até ao final do primeiro semestre de 2014

O novo diário 'online' Observador deverá publicar a sua primeira edição até ao final do primeiro semestre de 2014, confirmou à Lusa José Manuel Fernandes, que assumirá o cargo de 'publisher' da nova publicação.

José Manuel Fernandes, antigo diretor do diário Público, confirmou ainda que David Dinis, até agora editor de política do semanário Sol, será o diretor do Observador, que o historiador Rui Ramos será coordenador do Conselho Editorial e que Diogo Queiroz de Andrade será o director criativo.

Hoje, ao longo do dia, vários nomes foram sendo avançados pela imprensa sobre os investidores do novo projeto, entre os quais António Carrapatoso, Alexandre Relvas, João Talone, Filipe de Botton e Luís Amaral.

A Lusa confirmou ainda que Carlos Moreira da Silva, presidente da empresa portuguesa BA Vidro e que foi fundador e primeiro presidente do Público, também será investidor do projeto.

Questionado porque avançou como investidor do Observador, Carlos Moreira da Silva disse que isso resultou da "perceção de que o caminho é digital e 'online'".

"Acho que o projeto do José Manuel Fernandes e da equipa dele têm uma visão diferente", nomeadamente com o objetivo de "ser 'online' e ter opiniäo".

Este é um "misto de investimento e de apoio a um projeto que é muito bom para Portugal", acrescentou.

Carlos Moreira da Silva recordou ainda que o lançamento do Público foi "uma pedrada no charco" e que também o Observador "pode ser um projeto que rompe" no mercado.

O diário 'online' já tem uma página experimental (www.observador.pt) onde se define como um meio de comunicação digital 100% português e que nasce "sem os condicionamentos do papel e assume o seu caráter inovador".

"O Observador aproveita a oportunidade de nascer num momento de crise e de mudanças", lê-se na referida página, em que o novo projeto se classifica como "independente", mas com um ponto de vista editorial: "defende sem ambiguidades a democracia representativa, a economia de mercado e uma sociedade aberta e global – por isso estimulará debates públicos e não hesitará em tomar posição".

Ainda segundo a mesma informação, o Observador garante que irá sempre reportar a verdade, tendo a transparência e a ética como princípios normativos.

"Se e quando errarmos seremos rápidos a reconhecer e a corrigir. Sabemos que a credibilidade é a chave de um bom trabalho, e que o jornalismo hoje é principalmente uma conversa com os leitores", lê-se na página experimental.