Justiça sueca decide reabrir investigação sobre morte de emigrante português

A morte do emigrante português desencadeou uma violenta onda de protestos nos subúrbios de Estocolmo
A morte do emigrante português desencadeou uma violenta onda de protestos nos subúrbios de Estocolmo

A justiça sueca anunciou a reabertura do inquérito sobre a morte de um emigrante português baleado em maio pela polícia num subúrbio de Estocolmo, e que esteve na origem de vários desacatos na periferia da capital sueca.

O emigrante português de 68 anos Lenine Relvas-Martins foi baleado mortalmente por um polícia no dia 13 de maio em Husby, um subúrbio da capital Estocolmo, onde a maioria da população é constituída por imigrantes e a taxa de desemprego é muito superior à média nacional.

A polícia sueca garante que disparou em legítima defesa, depois de o emigrante português, que vivia na Suécia há mais de 30 anos e também tinha nacionalidade sueca, os ter ameaçado com um machado.

Em agosto, o Ministério Público sueco deu a investigação como encerrada, tendo na altura argumentado que não havia razão para continuar a investigar o autor do disparo, que agiu em legítima defesa.

As circunstâncias exatas da morte de Lenine Relvas-Martins nunca foram esclarecidas e a decisão de encerrar a investigação foi fortemente criticada por duas testemunhas.

Em comunicado divulgado, o Ministério Público sueco anunciou que decidiu reabrir a investigação por "homicídio involuntário" e "negligência".

"Ainda há razões para acreditar que o polícia que disparou contra a vítima possa ter cometido um delito, mas também que outros polícias o possam ter cometido", refere a nota, citada pela agência noticiosas francesa AFP.

A morte do emigrante português às mãos da polícia sueca desencadeou uma violenta onda de protestos em diversos locais dos subúrbios de Estocolmo.

Durante vários dias foram incendiados dezenas de carros e algumas escolas, causando prejuízos na ordem dos 5,8 milhões de euros, segundo a câmara municipal de Estocolmo.

 Lusa

 

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