Efeméride:
António Braga lembra Centenário da República e emigração no aniversário de La Lys
O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, associou hoje o aniversário da Batalha de La Lys de Abril de 1918 ao Centenário da República e à grande emigração para França após a Segunda Guerra Mundial.
António Braga participou, como membro do Governo português, nas comemorações que assinalam o aniversário da Batalha de La Lys, na Flandres francesa, na região norte junto à fronteira com a Bélgica.
Foi nesta região que combateu, sob comando britânico, o Corpo Expedicionário Português (CEP), integrado nas tropas Aliadas e sob comando britânico, contra a derradeira ofensiva da Alemanha para vencer a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
“Há uma associação óbvia porque é justamente no início da República que Portugal fez um grande esforço, e em democracia, para constituir uma força expedicionária que pudesse lutar ao lado dos Aliados para defender valores que ainda hoje fundam a razão de ser da União Europeia, e que nos norteiam, a liberdade e a democracia”, afirmou à Agência Lusa António Braga após a cerimónia em La Couture.
Esta pequena localidade, onde existe um monumento aos combatentes do CEP, acolheu uma das cerimónias evocativas da Batalha de La Lys, após uma curta celebração religiosa e de homenagem aos mortos da Grande Guerra no Cemitério Português de Richebourg.
António Braga, que discursou na cerimónia de La Couture, salientou que a presença do CEP na Flandres francesa, onde muitos soldados ficaram após o final do conflito, foi um prelúdio de uma forte migração portuguesa a partir dos anos 50 e 60.
“Depois da Primeira Guerra Mundial, houve muitos portugueses que aqui continuaram e que provavelmente, nesta região, foram aqueles que iniciaram a presença massiva de portugueses e que aqui construíram uma grande presença comunitária”, salientou António Braga.
Vários titulares municipais e regionais participaram nas tradicionais cerimónias de Richebourg e La Couture, que contaram também com a presença do general Artur Pina Monteiro, representante militar de Portugal na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Bruxelas.
“A homenagem aos combatentes de La Lys é uma oportunidade para refletir na responsabilidade coletiva pela segurança e defesa”, declarou o general Artur Pina Monteiro na sua intervenção no Cemitério Português de Richebourg.
O general português, representando o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, salientou que o aniversário de La Lys deve ser também uma ocasião para “homenagear as tropas francesas e portuguesas que, hoje, combatem em diferentes cenários para garantir a estabilidade e a segurança, em especial aos que morreram em serviço recentemente”.
O CEP, que sofreu pesadas baixas no conjunto de operações designados por Batalha de La Lys em Abril de 1918, foi evocado, como desde há 20 anos, pela presença de Felícia Glória da Costa Assunção, filha do soldado português João Manuel da Costa Assunção, de Ponte da Barca, que ficou e casou em França após a Primeira Guerra Mundial.
La Lys é considerada a pior derrota militar portuguesa de sempre mas também a maior operação militar que envolveu tropas portuguesas no exterior.
PRM.
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